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EUA e Europa prometem garantir a segurança da Ucrânia após cessar-fogo

EUA e Europa estudam garantias de segurança para a Ucrânia, sem tropas no país, visando evitar nova invasão; cessar-fogo e concessões territoriais seguem sem acordo

Marc Bassets
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  • Estados Unidos e Europa trabalham em garantias de segurança para a Ucrânia, caso a Rússia ataque novamente, em Berlim.
  • O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, quer proteção equivalente à da OTAN em troca de adiar a entrada da Ucrânia na aliança; acordo pode estar mais próximo.
  • A proposta prevê uma força multinacional europeia, respaldada pelos Estados Unidos, para proteger espaço aéreo e mar, com compromisso legal vinculante; os EUA não enviariam tropas permanentes.
  • Putin exige garantias de que a Ucrânia não ingressará na OTAN, enquanto Washington afirma que a Ucrânia poderia ingressar na União Europeia; permanece em aberto a ideia de uma zona desmilitarizada no Donbas.
  • O objetivo é evitar que acordos ocorram aos olhos de Washington e Moscou e influenciar os termos, com divergências sobre concessões territoriais ainda relevantes.

Estados Unidos e a União Europeia anunciaram, em Berlim, que vão oferecer garantias de segurança a Ucrânia caso a Rússia tente retornar a invadir. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira para proteger o país no futuro.

Volodímir Zelenski quer proteção equivalente à Article 5 da OTAN, sem que a Ucrânia precise ingressar na aliança. Em contrapartida, ele abriria mão da candidatura à adesão à OTAN neste momento.

Depois de dois dias de negociações na capital alemã, participantes sinalizam que o acordo pode estar mais próximo. O chanceler alemão Friedrich Merz destacou o otimismo de avanços em direção a um cessar-fogo.

O texto apresentado por Alemanha e parceiros europeus detalha uma força multinacional europeia, com respaldo dos EUA, para proteger o espaço aéreo e o mar da Ucrânia. A proteção seria formalizada por um compromisso legalmente vinculante.

Segundo as fontes americanas, as garantias não implicariam o envio de tropas na Ucrânia. Elas não seriam permanentes e estariam sujeitas a revisão conforme o andamento das negociações.

Donald Trump manifestou otimismo ao falar sobre o tema, embora ainda não haja anúncio formal. Na prática, Washington sinaliza que a proteção poderia ter peso similar ao do Artigo 5, segundo Zelenski.

Putin busca garantias de que a Ucrânia não ingressará na OTAN, mas os EUA indicam que a adesão à União Europeia seria aceitável. A discussão envolve a relação do país com blocos ocidentais.

Pontos centrais seguem em aberto, especialmente sobre territórios que a Ucrânia poderia ceder para selar o acordo. Kiev condiciona concessões à proteção ocidental em caso de novo ataque após o cessar-fogo.

A ideia de uma zona desmilitarizada no Donbass é alvo de forte impasse, já que exigiria retirada de parte do território sob controle ucraniano. Zelenski reconheceu diferenças entre as posições.

A reunião em Berlim contou com a presença de figuras-chave: Zelenski, Witkoff e Kushner abriram o diálogo; Macron, Starmer, Meloni e Tusk participaram da cúpula ampliada, junto com autoridades da OTAN e da UE.

Ação reúne esforços para moldar o futuro de Kiev, buscando influenciar o acordo sem que EUA ou Rússia imponham termos fechados aos ucranianos. Espanha não participou da delegação italiana.

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