- O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos em regime fechado por participação em organização criminosa ligada à tentativa de golpe; o passaporte foi suspenso e ele é considerado foragido desde Miami.
- A Polícia Federal prendeu em Manaus, no sábado 13, Celso Rodrigo de Mello, filho de Rodrigo Cataratas, sob suspeita de colaborar com a fuga do parlamentar, em decisão do ministro Alexandre de Moraes.
- A defesa de Celso afirma inocência e que recorre da decisão; Cataratas afirmou que respeita o devido processo legal e a presunção de inocência.
- Segundo a PF, Ramagem viajou de avião para Boa Vista, seguiu de carro até Bonfim, atravessou a fronteira para a Guiana e, em território estrangeiro, embarcou para Miami.
- A Câmara dos Deputados deve votar a cassação de Ramagem ainda nesta semana, após tensões políticas relacionadas à votação que manteve o mandato de Carla Zambelli.
O Supremo Tribunal Federal condenou o deputado Alexandre Ramagem a 16 anos de prisão em regime fechado pela participação em organização criminosa ligada à tentativa de golpe de Estado. O tribunal também suspendeu o passaporte dele e proibiu a saída do país. Ramagem ficou conhecido por atuar na área de inteligência no governo anterior.
A Polícia Federal informou que Ramagem já é considerado foragido desde que chegou a Miami, nos Estados Unidos, em novembro. Foi registrado que ele deixou o Brasil após a condenação, em meio a tensões políticas e a decisão do STF de comunicá-la à Câmara.
No sábado 13, a PF prendeu em Manaus Celso Rodrigo de Mello, filho do empresário Rodrigo Cataratas, sob suspeita de colaborar com a fuga do deputado. A prisão ocorreu a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme dados da defesa. Celso afirma ser inocente e recorre da decisão.
Prisão e desdobramentos
A PF apura a suposta rota de Ramagem, que teria seguido de Boa Vista, em Roraima, por via terrestre até a fronteira com a Guiana, depois voou para Miami. A investigação aponta que Ramagem utilizava recursos da antiga agência para divulgar informações sobre urnas e eleições em 2022.
A Câmara dos Deputados foi avisada da perda do mandato de Ramagem e poderá votar a cassação ainda nesta semana, em meio a tensões políticas que envolvem o caso e repercussões na comissão disciplinar. O ministro Moraes determinou medidas de monitoramento e de comunicação entre os poderes.
Rodrigo Cataratas informou, em nota, que o caso reforça a importância do devido processo legal e da presunção de inocência, sem prejulgamentos. A defesa de Celso Rodrigo de Mello sustenta a inocência e afirma que ele permanece em recurso.
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