- 26 ex-alunos e ex-professores do Dulwich College assinam carta aberta pedindo a Nigel Farage que peça desculpas por suposto racismo e antisemitismo na adolescência.
- O grupo afirma ter memórias consistentes e rejeita a ideia de que as acusações sejam políticas, dizendo que Farage precisa reconhecer os fatos ocorridos entre 1975 e 1982.
- A carta acusa Farage de negar responsabilidade pelos incidentes e de minimizar o ocorrido, dizendo que ele deveria renunciar às visões racistas, antissemitas e fascistas que teriam demonstrado no Dulwich.
- A publicação se baseia em relatos de mais de 30 pessoas que conversaram com o Guardian sobre supostos episódios de racismo e antissemittismo, incluindo insultos e referências a líderes fascistas.
- Farage sustenta que as acusações são politicamente motivadas e criticou a cobertura da imprensa; o grupo afirma não ter motivações políticas e ressalta a verificação independente de identidades.
Nigel Farage recebeu um pedido público de desculpas de 26 ex-colegas do Dulwich College, que assinaram uma carta aberta expressando “consternação e indignação” com sua reação nas últimas semanas. Os signatários contestam a negativa dele em reconhecer comportamentos descritos na época de estudante.
A carta, enviada de Londres em 16 de dezembro de 2025, acusa Farage de se recusar a admitir as atitudes relatadas durante o período em que frequentou a escola, entre 1975 e 1982, na região sudeste de Londres. Os relatos abrangem abusos raciais e antissemitas dirigidos a colegas.
Os autores também criticam a defesa de Farage de que as alegações são movidas por interesses políticos. Eles afirmam que não há motivações políticas envolvidas e ressaltam que não atuam em grupo há anos, apenas compartilham memórias verídicas de episódios vividos ou testemunhados.
Contexto e desdobramentos
Entre os relatos divulgados pela imprensa, um ex-aluno judeu descreve insultos e comentários antissemitas feitos por Farage durante a adolescência. Outros relatos apontam comportamentos racistas contra colegas de origem negra e asiática, além de referências a líderes fascistas.
A carta também registra episódios que teriam ocorrido em diferentes locais da escola, como entradas de alunos, salas de aula, refeitório e viagens. Os signatários afirmam que o comportamento era reiterado e dirigido a grupos específicos, não apenas em tom de provocação.
Diante das acusações, Farage afirmou que as pessoas que vieram à tona o acusam com motivações políticas e questionou a memória de décadas. Um porta-voz do Reform UK disse que as críticas visam minar o partido em vez de debater propostas.
Os signatários asseguram que o conteúdo da carta reflete testemunhos consistentes de diferentes indivíduos, com origens profissionais variadas. Eles reiteram que não houve conspiração nem benefício político ao tornarem públicas as lembranças de Dulwich.
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