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Operação da PF revela motivos da pressão de deputados contra transparência em emendas

Operação da PF apura desvio de emendas parlamentares; deputado Antônio Doido é alvo, e há resistência de parlamentares à transparência, com STF endurecendo investigações

PF faz buscas contra deputado Antonio Doido e encontra celulares jogados pela janela
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  • A Polícia Federal deflagrou nova operação para apurar desvio de recursos de emendas parlamentares, com foco em transparência do uso dessas verbas.
  • Um dos alvos é o deputado Antônio Doido, do MDB do Pará, que chegou a jogar seus celulares pela janela durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência.
  • Ministros do Supremo Tribunal Federal afirmam que há resistência de parlamentares em tornar públicas as emendas, tentando usar o STF e a PF para encobrir destinos irregulares.
  • A pressão sobre as investigações vem principalmente de líderes partidários para barrar apurações envolvendo mau uso de emendas, especialmente em relação ao ministro Flávio Dino, relator da maior parte dos inquéritos.
  • Outros ministros, como Cristiano Zanin, também tocam inquéritos sobre desvio de emendas e já marcaram julgamento de três deputados para março do próximo ano.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação que apura desvios de recursos de emendas parlamentares. A ação tem como alvo, entre outros, o deputado Antônio Doido (MDB-PA). Durante o cumprimento de mandado em sua residência, ele jogou celulares pela janela, segundo a PF.

Fontes da investigação indicam que parlamentares enfrentam resistência a medidas de transparência no uso de emendas. Ministros do STF teriam afirmado que alguns políticos buscam mecanismos para dificultar ou encobrir o destino dos recursos.

Além de Doido, a operação envolve apurações sobre o mau uso de emendas parlamentares em geral. O caso tramita no STF, com o ministro relator Flávio Dino dedicando atenção aos desdobramentos, enquanto outros ministros, como Cristiano Zanin, também atuam em pautas relacionadas.

Contexto institucional

Líderes partidários estariam sob pressão para contornar investigações. A2024-2025 envolve decisões sobre o tema, com julgamentos de deputados marcados para março do próximo ano. A PF não comenta outras diligências além das já anunciadas nesta operação.

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