- A Quaest mostra que o Centrão fica mais cético com a candidatura de Tarcísio de Freitas; Flávio Bolsonaro aparece em vantagem e a candidatura do governado de São Paulo é praticamente descartada, com Lula em 41%, Flávio em 23% e Tarcísio em 10%.
- A rejeição é alta para Flávio (60%), igual à de Jair Bolsonaro (60%), Lula tem 54% e Tarcísio, 47%; Ratinho Júnior alcança 39%.
- Líderes do Centrão dizem que manter Flávio ajuda a sustentar o capital político e o legado de Jair Bolsonaro, pesando mais do que qualquer pacto de perdão presidencial.
- Pode haver pulverização de candidaturas na direita, com Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado tentando manter-se na disputa, mesmo com resistência interna.
- O Planalto vê Flávio como antagonista de Lula; acredita que é preferível enfrentar um Bolsonaro conhecido do que um candidato moderado, e aponta que a pesquisa fortalece Flávio e gera insegurança em Tarcísio para uma aposta presidencial, favorecendo uma eleição mais estável para Lula no cenário nacional.
A Quaest publicou nesta terça-feira (16) uma pesquisa que aponta Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de nomes da direita, o que desmonta parte do movimento pró-Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendido pelo Centrão. O levantamento indica Lula com 41%, Flávio Bolsonaro com 23% e Tarcísio com 10% em cenário-tabuleta.
Segundo o estudo, a segunda posição de Flávio em diferentes cenários challenge a ideia de unidade da direita em torno de um único candidato. A rejeição de Flávio é alta, de 60%, empatando com a de Jair Bolsonaro, enquanto Lula registra 54% de rejeição. Tarcísio tem 47% de rejeição.
Líderes do Centrão avaliam que o apoio à família Bolsonaro pesa mais que qualquer acordo futuro ou perdão presidencial que possa manter o capital político de Jair Bolsonaro ativo. A percepção é de que apenas um candidato com menor ligação a Bolsonaro poderia atrair votos sem elevar a rejeição ao ex-presidente.
Cenário político e impactos
Além da candidatura de Flávio, o Centrão vê possibilidade de pulverização na direita, com nomes como Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil) tentando manter o posto de postulante. A ideia é ampliar a base de apoio sem se comprometer com o desgaste de Bolsonaro.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Flávio tende a consolidar-se como antagonista de Lula. O governo entende ser mais vantajoso enfrentar um Bolsonaro conhecido, em vez de lançar um candidato com perfil mais moderado, que poderia exigir distanciamento do ex-presidente.
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