- Lula iniciou movimento de reaproximação com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, após tensões recentes entre Executivo e Legislativo.
- O presidente ligou para Alcolumbre na sexta-feira 19, após a aprovação do Orçamento da União para 2026, segundo Randolfe Rodrigues, mas a assessoria de Alcolumbre negou o contato.
- Aliados veem o gesto como distensão com o Senado, em meio a atritos ligados à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
- O presidente sinalizou publicamente a disposição ao diálogo e afirmou que espera que o Senado avalie a indicação de Messias no início do próximo ano legislativo, em fevereiro.
- Também houve contato telefônico com Motta e encontros presenciais, com sinais de prestígio e participação de Motta em agendas no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou sinais de reaproximação com o Congresso após tensões recentes. Nos últimos dias, houve telefonemas e elogios públicos destinados a alinhar o Planalto com o Senado e a Câmara.
Lula manteve contatos com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, na sexta-feira 19, segundo relatos. O objetivo estaria ligado a destravar pautas estratégicas, como a indicação ao STF.
O gesto também envolveu Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara. Além de ligações, houve encontros presenciais e agendas no Planalto, em sinal de distensão entre Executivo e Legislativo.
Contexto: indicação ao STF e dosimetria
O movimento ocorre em meio a atritos envolvendo a indicação de Jorge Messias ao STF. Alcolumbre defendia Rodrigo Pacheco e aumentou críticas ao governo após a escolha, ampliando atritos com o Planalto.
Na mesma linha, Lula sinalizou abertura ao diálogo com Motta, afirmando que mantém relação de cooperação com a Câmara. O presidente sugeriu que o Senado avalie Messias no início do próximo ano legislativo.
A proximidade também busca avançar pautas no Senado, inclusive temas ligados à dosimetria de penas. A condução dessas questões gerou desconforto interno no governo e críticas entre aliados.
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