- Donald Trump assinou uma ordem executiva que declara emergência nacional em relação a Cuba e prevê aranceles a países que vendam petróleo à ilha.
- A medida afirma que a situação representa uma ameaça extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.
- O petróleo para Cuba vem principalmente do México, após a interrupção dos envios da Venezuela; a Pemex suspendeu os embarques desde a metade de janeiro.
- Cuba tem reservas estimadas para 15 a 20 dias; a Venezuela fornecia cerca de 46.500 barris por dia, o México cerca de 17.200 barris/dia, e Rússia e Argélia aparecem como outros fornecedores em menor escala.
- O secretário de Estado afirmou que Washington não busca, diretamente, mudar o regime cubano, mas reconheceu que seria benéfico para os EUA que Cuba deixasse de ser governada por um regime autocrático.
Donald Trump assinou uma ordem executiva que declara uma emergência nacional em relação a Cuba e impõe aranceles a países que forneçam petróleo à ilha. A medida foi publicada pela Casa Branca na quinta-feira.
A ação aumenta a pressão sobre Cuba após a suspensão de fornecimento de petróleo venezuelano. A ordem aponta que a situação representa uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos EUA e à política externa do país.
A decisão permite a aplicação de tarifas a produtores estrangeiros de petróleo que vendam para Cuba, direta ou indiretamente, como forma de pressionar o regime cubano.
Contexto e implicações
México surgiu como principal fornecedor de petróleo a Cuba após interrupções com a Venezuela, segundo informações vindas de fontes na região. A presidente mexicana informou que os cargueiros seguem em duas frentes: ajuda humanitária e contratos da Pemex com Cuba.
Pemex suspendeu, no meio de janeiro, os embarques de petróleo para Havana. A medida ocorre após a mudança de cenário geopolítico na região e influência de ações dos EUA sobre o abastecimento cubano.
Cuba tem, segundo estimativas do Financial Times, petróleo suficiente para cerca de 15 a 20 dias. Antes, a Venezuela fornecia em torno de 46,5 mil barris por dia; o México, cerca de 17,2 mil, até o início de janeiro.
Reações e declarações oficiais
O governo cubano não comentou oficialmente sobre o conteúdo da ordem; autoridades mexicanas afirmaram que a ajuda humanitária em hidrocarbonetos continuará. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que não busca impor mudança de regime, mas reconheceu que a queda autocrática em Cuba seria favorável aos EUA.
Trump também tem adotado uma retórica mais firme contra o regime cubano, ressaltando que a situação no país está sob controle. O presidente afirmou que a ilha está ao borde do colapso durante visitas a estados do centro-norte dos EUA.
As informações corroboram que a medida visa alterar o equilíbrio de fornecimento de petróleo a Cuba e aumentar a pressão econômica sobre o governo cubano, numa fase de tensão regional ampliada.
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