- O tratado New START, o último acordo de controle de armas entre EUA e Rússia, vence em cinco de fevereiro.
- O acordo impõe limites a arsenais estratégicos: no máximo 1.550 ogivas implantadas por lado, com 700 mísseis/bombardeiros lançados a partir de terra ou submarinos e 800 lançadores.
- Inspeções de curto aviso foram suspensas desde 2023, quando a participação de Moscou foi suspensa por causa do apoio dos EUA à Ucrânia; mesmo assim, nenhum dos lados acusa violação dos limites de ogivas.
- O texto só pode ser prorrogado uma vez, já ocorreu em 2021. Em setembro passado, Putin sugeriu manter informalmente os limites por mais um ano; a resposta de Washington ainda não é formal.
- Sem tratado substituto, cada lado poderia ampliar seus arsenais, o que pode levar a uma corrida armamentista e maior insegurança, já que não há negociações em andamento sobre uma nova acordo.
O Acordo New START entre Estados Unidos e Rússia, único tratado de controle de armas nucleares em vigor, vence em 5 de fevereiro. Ele estabelece limites para ogivas estratégicas e lançadores, com inspeções de verificação previstas.
Firmado em 2010 por Barack Obama e Dmitry Medvedev, o acordo entrou em vigor em 2011. O compromisso prevê até 1.550 ogivas estratégicas de cada lado, com teto de 700 lançadores (gelo terrestre, submarino e bombardeiro) e 800 plataformas de lançamento.
Em 2023, Putin suspendeu a participação de Moscou no regime de inspeções, já impactado pela pandemia. A saída das verificações deixou as partes dependentes de avaliações de inteligência, sem acusações formais de violação. As limitações de arsenal permanecem.
Possível extensão e proposta de Putin
O texto só pode ser estendido uma vez, o que já ocorreu em 2021. Em setembro, Putin sugeriu um acordo informal para manter os limites por mais um ano. Nos EUA, a resposta formal ainda não foi dada.
O que acontece se não houver acordo
Sem tratado substituto, cada lado poderia aumentar número de mísseis e ogivas estratégicas. Especialistas ressaltam que mudanças rápidas são improváveis, exigindo meses para ajustes. O temor é de uma corrida armamentista desregulada.
Caminhos para um novo acordo
Analistas dizem que qualquer acordo futuro enfrentaria questões sobre armas de curto e intermediário alcance, além de sistemas mais recentes russos. Disputa sobre participação de China, Reino Unido e França também complica negociações.
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