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Partido apoiado pela junta vence com folga em eleição em Mianmar

Partido apoiado pela junta conquista vitória ampla em eleição de Myanmar, denunciada como falsa por grupos de direitos humanos e governos ocidentais

Junta chief Min Aung Hlaing visits a polling station during the third and final phase of Myanmar’s general election in Mandalay on 25 January, 2026.
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  • O Partido União e Unidade Nacional (USDP), apoiado pela junta, conquistou vitória expressiva nas eleições gerais de Myanmar, assegurando 232 das 263 cadeiras na casa baixa Pyithu Hluttaw e 109 das 157 já anunciadas na casa alta Amyotha Hluttaw.
  • O parlamento deve se reunir em março para eleger o presidente, com o governo a tomar posse em abril, segundo a Eleven Media Group com divulgação do porta-voz da junta, Zaw Min Tun.
  • A votação, em três fases, aconteceu após o golpe de 2021 e foi criticada por grupos de direitos humanos e alguns países ocidentais, que a consideram pouco livre e sem lisura.
  • Cerca de 3,6 milhões de pessoas foram deslocadas, segundo a Organização das Nações Unidas, e a votação ocorreu em 263 dos 330 distritos, com cancelamentos por conflitos militares e resistência local.
  • A junta mantém que as eleições foram livres e justas; o USDP funciona como mantenedor de controle militar, enquanto o Partido de Liberdade Nacional de Aung San Suu Kyi foi dissolvido.

A União e Partido de Solidariedade (USDP), apoiado pelo governo militar, venceu de forma ampla as eleições de Myanmar, anunciadas pelo serviço público de imprensa. A votação ocorreu em três fases, com o recado de que o processo foi conduzido em meio a conflito armado e repressão generalizada. A apuração mostrou vantagem expressiva do USDP em variadas regiões.

Segundo a contagem divulgada, o USDP conquistou 232 das 263 cadeiras disponíveis na Câmara baixa Pyithu Hluttaw e 109 das 157 vagas anunciadas até então na Câmara alta Amyotha Hluttaw. A eleição, marcada por restrições e exclusões, intensificou o controle militar sobre o parlamento.

A preparação para a formação do novo governo ocorre para março, com posse prevista para abril, conforme informações de meios próximos à junta. O país continua sob regime de exceção, com dezenas de partidos dissolvidos e centenas de milhas de deslocados. O processo é visto com ceticismo por parte da comunidade internacional.

Contexto político e participação

A participação ficou em torno de 55% ao longo das três fases, menor que em eleições anteriores. Em áreas sob combate ou ocupação limitada, o pleito não ocorreu. A junta sustenta que as votações foram livres e justas, reforçando a transferência de responsabilidades ao governo eleito.

A oposição, incluindo a Liga Nacional para Democracia de Aung San Suu Kyi, foi dissolvida, e parte dos partidos optou por não participar. Observadores internacionais criticam o caráter do processo, afirmando que ele consolidou o domínio militar. A junta mantém o discurso de estabilidade e ordem pública.

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