- O Senado dos EUA busca acordo sobre pacote de financiamento do governo enquanto se aproxima a possibilidade de shutdown parcial, após mortes de cidadãos por agentes federais em Minneapolis influenciarem as negociações.
- Democratas bloquearam a aprovação do financiamento ao Departamento de Segurança Interna, colocando em risco o conjunto de projetos que manteria em funcionamento vários órgãos até setembro.
- O líder democrata, Chuck Schumer, pediu reformas para os agentes federais, como uso de câmeras corporais, código de conduta e fim de determinadas patrulhas, para avançar no financiamento da DHS.
- A Câmara dos Deputados precisa aprovar o acordo; o retorno está previsto apenas na segunda-feira, o que aumenta a chance de um shutdown parcial neste fim de semana.
- A demora foi agravada pela resistência de integrantes do Partido Republicano, com pressões para anexar políticas conservadoras, como o Save Act, ao pacote de funding, o que pode dificultar a aprovação.
O Senado americano buscava sexta-feira um acordo sobre um pacote de financiamento do governo, com o prazo de paralisação parcial se aproximando ao meia-noite. O impasse surgiu após mortes de cidadãos nos EUA por agentes federais em Minneapolis influenciarem as negociações de orçamento.
As mortes de Alex Pretti e Renee Good, ambos estadounidenses, provocaram a oposição dos democratas à aprovação de uma medida de financiamento para o Departamento de Segurança Interna. A pasta abrange a Imigração e Controle de Alfândega, incluindo o ICE. O impasse ameaça um conjunto maior de leis para manter funções de várias pastas até setembro.
O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, pressionou por reformas aos agentes federais, como o uso de câmeras corporais e códigos de conduta, além de encerrar patrulhas móveis em áreas de suspeita de imigração irregular. A intenção é criar salvaguardas para operações de fiscalização.
Na véspera, o acordo com os Republicanos previa aprovar rapidamente cinco orçamentos com apoio bipartidar, mantendo o DHS para uma segunda etapa em uma medida de emergência de duas semanas. O objetivo é ganhar tempo para negociar as mudanças exigidas pelos democratas.
A Câmara dos Representantes, controlada por republicanos, não está em sessão e não retornará até segunda-feira, elevando o risco de uma paralisação parcial que pode começar ao fim desta sexta-feira e perdurar pelo fim de semana. O piso de votação no Senado ocorreria na quinta, mas ficou emperrado.
Alguns legisladores republicanos resistem à aprovação sem que haja exclusões de dispositivos legais que poderiam restringir ações para evitar divulgação de registros de chamadas telefônicas de autoridades em investigações. O atraso dificulta a conclusão do acordo, segundo fontes.
Se o acordo for aprovado, abre espaço para que democratas imponham salvaguardas à chamada campanha de deportação em massa, iniciada quando o governo atual assumiu. As discussões sobre limites e supervisão são vistas como oportunidade de moldar políticas de imigração sem enfatizar o endurecimento total.
Mesmo com o aperto, a possibilidade de fechamento não significa o fim imediato das operações de deportação. O ICE recebeu recursos para atuar, com eventuais manobras administrativas para manter parte das atividades em caso de paralisação.
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