- Separatistas de Alberta intensificam campanha de petição para realizar plebiscito de independência, com meta de cerca de 177.000 assinaturas (10% dos eleitores cadastrados) até 2 de maio.
- A organização busca provocar um referendo liderado pela população, mesmo sendo improvável criar um Alberta independente.
- Atividades ocorrem após encontros com funcionários da administração dos Estados Unidos em janeiro, para entender possível resposta norte-americana a uma Alberta independente.
- O movimento enfrenta obstáculos legais e políticos, incluindo dúvidas sobre o quórum necessário para abrir conversas de secessão com o governo federal.
- Pesquisas mostram que, embora a maioria de Albertans queira permanecer no Canadá, cerca de uma a cada cinco pessoas apoia a ideia de independência, segundo levantamento recente.
Separatistas de Alberta intensificam campanha de petição para realizar plebiscito de independência na província, citando atraso econômico em relação ao restante do Canadá. A iniciativa visa obter cerca de 177 mil assinaturas, 10% dos eleitores cadastrados, até 2 de maio.
A mobilização é liderada por voluntários da Alberta Prosperity Project, grupo que defende a separação. Os signatários visitam locais como centros comerciais de cidades como High River, no entorno das Montanhas Rochosas, para coletar nomes.
Jeff Rath, porta-voz do movimento, afirmou que houve reunião com autoridades do governo dos EUA em Washington, em janeiro, para entender a reação a uma Alberta independente. Ele também mencionou a ideia de um oleoduto para os Estados Unidos.
Rath negou busca por estado soberano, dizendo que o objetivo é a Alberta livre e independente, não um novo estado. Um funcionário da Casa Branca disse que há encontros com grupos cívicos, sem apoios ou compromissos formais.
Oficiais do governo de Alberta rebatem a narrativa de ruptura. A premiê Danielle Smith citou tratar a questão com cautela, destacando que plebiscitos promovidos por cidadãos podem expressar pontos dissidentes, mantendo a Alberta dentro do Canadá.
Além disso, há risco de conflito com a agenda federal. O tema surge em meio a tensões entre Alberta e Ottawa, especialmente sobre regulamentação ambiental e projetos de energia, que alimentam ressentimentos históricos na província.
Pesquisas indicam que o apoio à independência na população não é majoritário. Em fevereiro, cerca de 19% dos canadenses em Alberta apoiavam a secessão, segundo uma sondagem, enquanto 71% preferem permanecer no Canadá.
Economia da província sustenta um peso relevante na indústria de óleo e gás do país. A região concentra grande parte da produção e das receitas, o que alimenta críticas sobre políticas nacionais que afetam a lucratividade do setor.
Especialistas destacam obstáculos institucionais para qualquer separação. Em Ottawa, o governo federal mantém posição de defesa da soberania do Canadá, enquanto várias leis locais já facilitaram pedidos de referendo.
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