- O partido Novo protocolará no Senado um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anunciado em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
- O senador Eduardo Girão afirmou que há gravidade nas revelações do celular de Vorcaro e que o Novo encaminha o pedido de impeachment contra Toffoli.
- O deputado Marcel Van Hattem disse, em nome de deputados e senadores, que pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para abrir processos de impeachment contra ministros do STF.
- A Polícia Federal teve acesso ao celular de Daniel Vorcaro e encontrou mensagens entre o empresário do Banco Master e o relator das ações sobre fraude em carteiras de crédito, com menções a Toffoli; vazamentos indicam pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões à Maridt, da qual Toffoli é sócio.
- O gabinete de Toffoli divulgou notas criticando a PF e alegando ilegitimidade do pedido de afastamento; a PF continua a extrair dados de outro celular de Vorcaro, e Edson Fachin deverá ouvir Toffoli antes de decisão.
O Partido Novo protocolará no Senado um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF. A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa na quinta-feira (12). A ordem envolve revelações contidas no celular de Daniel Vorcaro, apontando possíveis irregularidades.
O senador Eduardo Girão, único parlamentar do Novo com poder de processar ministros, afirmou que o pedido decorre de informações graves sobre o conteúdo do celular. O deputado Marcel Van Hattem reforçou a cobrança para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abra os processos cabíveis.
A Polícia Federal acessou o celular de Vorcaro e identificou mensagens entre o dono do Banco Master e o relator de ações sobre fraude em carteiras de crédito. O relatório, já sob sigilo, pode mencionar pagamentos superiores a 20 milhões de reais à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.
Desdobramentos e próximos passos
O gabinete de Toffoli divulgou notas afirmando que o pedido de suspeição envolve alegações não fundamentadas e que a PF não tem legitimidade para requerer o afastamento, citando dispositivos do Código de Processo Civil. A PF continua a análise de dados de outro celular de Vorcaro.
O presidente do STF, Edson Fachin, deve ouvir Toffoli para decidir sobre eventual medida. Enquanto isso, o caso é acompanhado por órgãos de investigação e pelo Congresso, com impactos institucionais ainda incertos. A investigação permanece em andamento.
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