- O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, pediu ao STF a prorrogação dos trabalhos por pelo menos mais 60 dias.
- A extensão seria necessária para aprofundar a investigação e ouvir todos os envolvidos no esquema de desvios em descontos de aposentadorias e pensões.
- O relator, deputado Alfredo Gaspar, criticou a ausência de investigados e pediu que depoimentos de Daniel Vorcaro sejam públicos e presenciais.
- Vorcaro já deveria depor na CPMI e na CAE, mas não ocorreu devido a decisão judicial que dispensou o comparecimento; senadora Damares Alves diz que ele também não deve ir à CAE, e cobra ouvida pública.
- Sem autorização do STF para a prorrogação, a CPMI corre risco de encerrar sem ouvir figuras centrais do caso; Viana afirma que a comissão continuará buscando respostas.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pedirá ao STF a prorrogação dos trabalhos da comissão por pelo menos 60 dias. O objetivo é aprofundar a investigação sobre desvios em descontos de aposentadorias e pensões e ouvir todos os envolvidos.
Viana justificou que o prazo extra é necessário diante do volume de documentos ainda pendentes. Ele ressaltou que a CPMI já avançou, mas alertou para o risco de esvaziamento das ações sem a prorrogação. A fala ocorreu em meio a debates sobre quem deve depor.
O senador afirmou que não haverá distinção entre investigados, enfatizando neutralidade e continuidade dos trabalhos. Segundo ele, não há espaço para favorecimentos ou atrasos por influência política, e a CPMI deve manter o curso das investigações.
Relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) criticou a ausência de investigados e rejeitou tratamento diferenciado. Ele mencionou a necessidade de depoimentos públicos e presenciais, sem permitir habeas corpus para evitar comparecimento.
Daniel Vorcaro, apontado como investigado, tinha depoimento previsto na CPMI e também na CAE. A sessão da CPMI não ocorreu após decisão judicial que dispensou o comparecimento presencial, mantendo acordo prévio com a comissão.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que Vorcaro também pode não comparecer à CAE. Ela apresentou requerimentos para garantir o ouvido do investigado pela CPMI e pela CAE, inclusive com possibilidade de oitiva fora de Brasília, se necessário.
Viana afirmou que, sem autorização do STF, a CPMI pode encerrar os trabalhos sem ouvir personagens centrais do caso. Ele disse aguardar diálogo com o Supremo, mas garantiu que a comissão pretende insistir, pois o país acompanha o desfecho com atenção.
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