- Corte de Cassação de Roma negou a extradição de Carla Zambelli e determinou sua soltura na Itália.
- Ela esteve ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, que afirmou ter “lutado contra um sistema”; o vídeo dele foi publicado nas redes sociais.
- Zambelli disse ter sido aplaudida no presídio ao saber da decisão e declarou que a vitória foi de Deus.
- O julgamento da defesa pela não extradição ocorreu nesta manhã, em audiência a portas fechadas com seis juízes presentes.
- A decisão envolve a condenação pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontando que a ex-deputada contratou um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes; há ainda uma segunda sentença, de dezoito de abril, sobre porte ilegal de arma, que ainda será julgada; caso haja extradição, a decisão final cabe ao governo italiano, com o ministro da Justiça, Carlo Nordio, tendo quarenta e cinco dias para se manifestar.
Na Itália, a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi liberada após a Corte de Cassação de Roma negar a extradição, encerrando o processo que a mantinha sob supervisão externa. A decisão confirma a soltura da parlamentar, em meio a reações de apoio.
Ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, Zambelli destacou a atuação dele na defesa, afirmando que lutou contra um “sistema gigantesco”. Um vídeo publicado pelo causídico mostra a dupla comemorando a liberação.
Segundo a ex-parlamentar, houve calor humano no presídio, com aplausos de colegas e funcionários ao anúncio da liberdade. Ela afirmou que o momento seria uma vitória divina e que seguiria com uma “missão” ainda não revelada publicamente.
Contexto processual
A audiência sobre não extradição ocorreu nesta manhã, em regime de segredo de justiça, com a participação de seis magistrados. A defesa argumentava contra a extradição com base nos argumentos legais apresentados ao longo do recurso.
A decisão italiana está ligada à condenação de Zambelli pela invasão do sistema CNJ, resultado de uma investigação que apontou a contratação de um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A Justiça italiana mantém duas sentenças relacionadas ao caso. A primeira, de 26 de março, tratou da invasão ao CNJ e foi a que ontem teve desfecho. A segunda, de 16 de abril, envolve porte ilegal de arma e ainda será analisada em instâncias. Se houver nova decisão favorável à extradição, caberá ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, proferir a decisão final dentro de 45 dias.
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