- O Tribunal Superior Eleitoral proibiu a divulgação de uma pesquisa da Atlas-Intel que incluía um áudio de Flávio Bolsonaro solicitando dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
- A decisão foi tomada pelo ministro Nunes Marques e ainda pode ser reavaliada pela corte nesta terça-feira.
- A Atlas mediu reações do eleitorado ao áudio, revelando que a base fiel de Bolsonaro permanece estável, apesar do constrangimento em setores mais escolarizados e com renda acima de cinco salários mínimos.
- Eleitores com perfil mais crítico—demandando mensagens mais bem trabalhadas—mostraram desconforto com trechos do áudio, sem, porém, rejeitar o candidato de forma tão categórica quanto eleitores lulistas.
- A censura afetou a campanha de Flávio Bolsonaro ao impedir o acesso a dados que poderiam orientar ajustes na comunicação e no posicionamento do candidato.
Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi solicitado impedir a divulgação da pesquisa Atlas-Intel de junho, após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionar o conteúdo. A ação envolve a própria campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e dados de opinião.
A Atlas-Intel utilizou método de resposta em áudio ligado a uma campanha para financiar um filme sobre o ex-presidente. O estudo mapearia reações do eleitorado a trechos do áudio, segundo a empresa.
Segundo a análise, o núcleo mais fiel do bolsonarismo manteve avaliação positiva do áudio mesmo em momentos de constrangimento, com números acima de 0,5 pontos entre eleitores declarados fiéis a Jair Bolsonaro.
Entretanto, o recorte mostra descontentamento entre eleitores com renda alta, ensino superior completo e regiões diversas. Esse grupo reage com maior ceticismo a trechos do áudio.
Ao censurar a divulgação, Flávio Bolsonaro interrompeu o acesso a dados que poderiam embasar mensagens da campanha. A Atlas argumenta que a metodologia oferece visão detalhada de impactos em tempo real.
O ministro Nunes Marques determinou a proibição da divulgação da pesquisa. Juristas apontam que a maioria da corte tende a manter a censura, gerando repercussão sobre a transparência de dados eleitorais.
Atlas foi usado, ainda, para medir reação ao desfile que ironizou famílias conservadoras no carnaval do Rio, influenciando a comunicação do governo. Fatos observados pela pesquisa não passam despercebidos.
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