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Como são feitas as pesquisas eleitorais: métodos e amostras

Nova pesquisa Quaest mostra Lula à frente em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, com foco na abstenção e na representatividade da amostra

Saiba como são feitas as pesquisas eleitorais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Nova pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho e tem registro no TSE BR-07661/2026.
  • O estudo aponta Lula, do Partido dos Trabalhadores, na liderança em um possível segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, do União Brasil/PL.
  • Para melhorar a avaliação de voto, foram incluídas perguntas para captar a probabilidade de o entrevistado comparecer às urnas; a amostra busca representar a população por sexo, idade, escolaridade e renda.
  • A Quaest utiliza diferentes formatos de coleta: visitar a casa do eleitor, enquanto o Datafolha faz entrevistas em pontos de fluxo nos municípios pesquisados.
  • A pesquisa traz margem de erro de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, lembrando que pesquisas não são previsões de resultado.

Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra o ex-presidente Lula (PT) na liderança de um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). o levantamento é o primeiro desde a divulgação dos áudios do senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação ocorre após a suspensão de uma pesquisa pelo TSE, na segunda-feira (8).

A Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho. O registro do TSE é BR-07661/2026. A amostra visa representar características da população, como sexo, idade, renda e escolaridade.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, pesquisas utilizam método científico para captar padrões de opinião pública. A ideia é antecipar movimentos na opinião pública com base nas entrevistas realizadas.

Como são feitas as pesquisas eleitorais

A técnica busca o clima da corrida, registrando a temperatura da disputa naquele momento. Nem toda a população é sondada; define-se uma amostra para representar o conjunto de eleitores. A probabilidade de seleção em cidades grandes é muito baixa, mas a amostra precisa refletir a população.

Diferentes institutos adotam abordagens distintas. Na Quaest, o entrevistador vai à casa do eleitor; no Datafolha, as entrevistas ocorrem em pontos de fluxo, como locais de circulação.

Outra preocupação recente é o alto índice de abstenção, que superou 31 milhões de eleitores no primeiro turno de 2022, representando cerca de 20%. Por isso, perguntas adicionais ajudam a estimar a probabilidade de comparecimento.

E o uso de modelos ajusta as pesquisas à chance de votar no dia da eleição, segundo Nunes. A randomização na seleção dos entrevistados garante representatividade na amostra.

Margem de erro e limitações

A Quaest aponta que a margem de erro da pesquisa apresentada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança indicado é de 95%, o que significa que, em 95 a cada 100 repetições, o resultado cairia dentro da margem.

Pesquisas não funcionam como previsões, mas como instrumentos para entender o cenário eleitoral em cada momento. Elas ajudam a visualizar a evolução da corrida até a véspera da votação. Fontes oficiais de divulgação são citadas, sem revelar dados sensíveis.

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