- A pesquisa Genial/Quaest aponta Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38% em um eventual segundo turno, diferença de seis pontos.
- Mesmo com notícias negativas sobre Flávio — ligação com Daniel Vorcaro, o tarifaço e ameaças ao Pix pelos Estados Unidos — o estudo mostra consolidação da liderança da direita no país.
- Ronaldo Caiado tem 3% e Romeu Zema 2%; Aécio Neves aparece com 2% pela primeira vez; Caiado e Zema não repetiram posicionamento contra os Bolsonaros no tarifaço.
- Na espontânea, Lula tem 23% e Flávio, 17%; Jair Bolsonaro não concorre este ano, e 1% citou o ex-presidente.
- Conjunto da obra: cenário continua desfavorável a Flávio, que enfrenta dificuldades para justificar o aporte de Vorcaro e o tarifaço, dependendo de fatores externos para reagir.
A pesquisa Genial/Quaest apresentada hoje aponta que Lula (PT) tem vantagem de seis pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL) em cenário de segundo turno (44% a 38%). O levantamento não traz apenas más notícias para o senador; há impactos sobre a viabilidade da chamada terceira via.
Mesmo com notícias desfavoráveis a Flávio, a avaliação dos entrevistados o coloca na frente do campo da direita e extrema-direita, segundo o cientista político Beto Vasquez. Ele destaca que esse desempenho era um objetivo estratégico do grupo, mesmo diante de reveses.
A sondagem também mostra que o desempenho de outros candidatos permanece desfavorável ao bloco que não apoia Lula. Ronaldo Caiado (PSD) tem 3% e Romeu Zema (Novo) 2%. Aécio Neves (PSDB) surge com 2% pela primeira vez. Pesos diferentes teriam incidido pela posição sobre o tarifaço.
Na espontânea, Lula aparece com 23% e Flávio com 17%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje inelegível neste ano, aparece com 1% entre os entrevistados. Segundo Vasquez, não se trata de transferência de votos, mas de uma transfusão entre as candidaturas.
Contexto e cenários da eleição
O estudo aponta que Flávio saiu de um eventual empate técnico para ficar com 38% contra 44% de Lula, o que aumenta a pressão sobre o pré-candidato do PL. A falta de defesa clara de Flávio sobre o aporte financeiro ligado a Vorcaro e a narrativa sobre o tarifaço norte-americano contribuem para a piora da posição.
O impacto de eventos externos, como mudanças na política dos EUA ou novos desdobramentos sobre o caso Master, pode influenciar a campanha de Flávio. O levantamento indica que o segundo turno depende mais de fatores virados no campo externo do que de transferências simples de votos.
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