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Governo aposta em publicidade para recuperar popularidade de Lula

Governo amplia publicidade institucional e lança treino de militantes digitais para apoiar Lula, em meio à recuperação de popularidade e custos elevados

Governo Lula ampliou os investimentos em publicidade institucional e intensificou campanhas em diferentes meios de comunicação (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O governo renovou, em 25 de maio, quatro contratos de publicidade institucional da União por mais um ano, totalizando R$ 562,5 milhões.
  • A ofensiva inclui uma das campanhas mais caras, a defesa do fim da escala 6×1, que recebeu R$ 80 milhões.
  • Também estão em destaque a divulgação da nova fase do Desenrola Brasil (R$ 45 milhões) e a promoção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil.
  • Entre 31 de maio e 6 de junho, cerca de R$ 687 mil foram destinados a anúncios sobre o fim da escala 6×1 no Facebook e Instagram.
  • Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores lançou o programa Porta-Vozes do Lula para mobilizar militância digital, com participação de filiados, parlamentares e simpatizantes de legendas aliadas.

Em meio à tentativa de recuperar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo aumenta a aposta na publicidade institucional. Mudanças ocorrem no Planalto e no PT, com renovação de contratos e ações de comunicação.

No dia 25 de maio, a Secom renovou, por mais um ano, quatro contratos de publicidade institucional que somam 562,5 milhões de reais. A renovação mantém a divulgação de programas e propostas da gestão petista.

A presença da propaganda oficial ganhou força em veículos tradicionais e digitais. Entre as campanhas de maior investimento está a defesa da pauta contra a chamada escala 6×1, com 80 milhões de reais destinados.

Além disso, o governo destinou 45 milhões de reais para a nova fase do Desenrola Brasil e complementou a verba para ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até cinco mil reais. As redes sociais entraram na estratégia.

Entre 31 de maio e 6 de junho, quase 687 mil reais foram investidos em anúncios sobre o fim da escala 6×1 no Facebook e Instagram, conforme dados da biblioteca de anúncios da Meta, analisados pela Gazeta do Povo.

Campanhas prioritárias

As peças publicitárias priorizam propostas com apelo eleitoral, como a ampliação da faixa de isenção do IR, o Desenrola Brasil, o Gás do Povo e o programa Agora Tem Especialistas. A visão é associar ações à narrativa de Brasil Soberano.

A Secom define o alvo, repassa recursos às agências e acompanha a produção e veiculação de peças em veículos e plataformas digitais. A estratégia ganha destaque num período próximo ao calendário eleitoral.

Segundo especialistas, a publicidade institucional tem papel de visibilidade, mas não garante resultados sem entrega prática de políticas públicas. O efeito depende da percepção de benefícios pelos cidadãos.

Programa de militância digital

O PT lançou o programa Porta-Vozes do Lula para organizar militantes digitais. A iniciativa envolve filiados, parlamentares e simpatizantes da base aliada. Participantes ganham grupos de WhatsApp e conteúdos para redes.

Em evento de lançamento transmitido online, o deputado Janones apresentou estratégias para atuação digital, com críticas de opositores a supostos métodos de desinformação.

A oposição acusou descritos de incentivar práticas de desinformação, enquanto o PT defende a importância de fortalecer vozes comprometidas com a democracia e a verdade no ambiente virtual.

Contexto de pesquisas

A atuação publicitária ocorre em meio a uma gradual recuperação da popularidade de Lula. Dados de maio apontam queda na avaliação negativa, mas ainda com desequilíbrio entre avaliações positivas e negativas.

A pesquisa Datafolha, feita entre 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados em 139 cidades, mostra empate na aprovação pessoal do presidente, 48% favoráveis e 48% contrários. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Analistas ressaltam que o efeito da publicidade depende da entrega de resultados reais. A comunicação pode ampliar visibilidade, mas não substitui políticas efetivas.

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