- O embaixador Vinay Kwatra diz que a cooperação em ciência e tecnologia entre Índia e Estados Unidos continua importante, com avanços em espaço, IA, semicondutores e materiais críticos; citações destacam cooperação com a NASA, missão de semicondutores e investimentos em infraestrutura de IA.
- Kwatra afirma que “Make in India” não é contraditório com “America First”; as duas abordagens são complementares, com prioridades nacionais distintas que se alinham em várias áreas de parceria.
- Sobre comércio, houve anúncio de entendimento tarifário provisório, mas a decisão da Suprema Corte dos EUA exigiu ajustes; as delegações dos dois países seguem trabalhando para finalizar o acordo o quanto antes.
- Em mobilidade, Índia enfatiza a importância da migração legal de profissionais qualificados e mantém diálogo com a administração americana sobre H-1B e questões relacionadas.
- Em relação a tensões regionais, a Índia condena ataques marítimos no estreito de Ormuz, pede desescalada e liberdade de navegação, destacando a importância de soluções diplomáticas para manter a paz na região.
Vinay Kwatra, embaixador da Índia nos EUA, defende que a cooperação tecnológica com Washington não é competitiva. Em entrevista publicada pela Foreign Policy, ele destacam avanços em espaço, IA, semicondutores e minerais críticos desde 2024, em meio a tensões políticas.
Kwatra afirma que a parceria bilateral não busca confronto, mas complementaridade entre prioridades nacionais. Cita o uso conjunto de recursos em IA, biotecnologia e defesa, além de projetos com a NASA e a missão de semicondutores que já apresenta possibilidades de produção.
O embaixador acrescenta que iniciativas como a India tech stack respondem às prioridades indianas e ao interesse do Sul Global. Ele diz que o objetivo é manter cadeias de suprimento confiáveis, com colaboração que beneficie ambas as partes.
Sobre a tensão entre Make in India e America First, Kwatra sustenta que os dois enfoques são compatíveis. Explica que diferentes especializações em semicondutores e fármacos se cruzam, fortalecendo a cooperação em vez de criar atritos.
O diplomata também aborda imigração e mobilidade de profissionais qualificados, reiterando apoio à mobilidade legal. Diz que discussões com a administração americana visam facilitar fluxo de talentos para a parceria econômico-tecnológica.
A respeito de negociações comerciais, Kwatra afirma que houve progresso desde o acordo preliminar, embora a arquitetura comercial tenha sido impactada por decisões da Suprema Corte dos EUA. O objetivo é concluir o acordo dentro do arranjo acordado.
Sobre o panorama regional, o embaixador ressalta que a relação com os EUA continua sólida sob diferentes administrações. Destaque para o diálogo com o secretário de Estado Marco Rubio e para a continuidade de encontros do Quad, com foco no interesse estratégico conjunto.
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