- O G-7 concordou em reforçar sanções à Rússia, incluindo os setores de gás e petróleo, durante a cúpula em Évian-les-Bains.
- O comunicado conjunto também prevê ampliar capacidades de defesa aérea, novos sistemas e interceptores, além de considerar licenças para aumentar a produção militar a pedido de Volodymyr Zelenskiy.
- Sobre o Irã, os líderes celebraram o acordo entre Washington e Teerã e defenderam a reabertura de passagem marítima no estreito de Ormuz sem peagens, além de apoiar cessar-fogo imediato na região e o desarmamento de grupos como o Hezbollah em Líbano.
- A declaração representa uma diminuição de tensões entre parceiros, mas não configura mudança de tendência; é vista como ganho de tempo para objetivos europeus diante de pressões externas.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou disposição para reativar sanções energéticas contra a Rússia, ainda sem confirmar se avançará para medidas adicionais; Ke Kremlin enfrenta dificuldades diante da defesa ucraniana.
O G-7 fechou uma posição comum na cúpula de Évian-les-Bains, aprovando medidas para aumentar a pressão econômica sobre a Rússia. O grupo comprometeu-se a reforçar sanções, principalmente nos setores de gás e petróleo, para pressionar a economia de guerra.
O comunicado conjunto também aponta a ampliação de capacidades de defesa aérea e de longo alcance, além de avaliar licenças que facilitem o aumento da produção militar, conforme pedido do presidente ucraniano. A ideia é ampliar o apoio a Kyiv.
A tensão entre os membros persiste, especialmente entre os Estados Unidos e alguns aliados tradicionais. Mesmo assim, a reunião representa um esforço de coalizão para avançar em objetivos europeus sem agravar conflitos existentes.
Novos desdobramentos na agenda
Os líderes sinalizam ainda disponibilidade para facilitar o envio de equipamentos de defesa à Ucrânia, buscando reduzir gargalos logísticos. A intenção é acelerar entregas de sistemas e interceptores para fortalecer a defesa do país.
Sobre a relação com o Irã, o grupo elogiou o acordo entre EUA e Teerã e pediu a reabertura do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz sem tarifas. O texto ressalta apoio a um cessar-fogo imediato no Líbano e à desmilitarização de grupos armados.
O G-7 reforça a necessidade de proteger a soberania libanesa e a integridade territorial do país, com garantias de segurança internacional. A declaração reconhece abrir espaço para diálogo, sem apontar culpados de forma direta.
Este é o terceiro dia de cúpula, marcado por avanços na coesão entre parceiros, ainda que as desavenças internas permaneçam. O objetivo é ganhar tempo para alcançar metas europeias sem novas turbulências.
Perspectivas e agenda futura
Na manhã de quarta-feira, o grupo planeja discutir desequilíbrios econômicos com a China, tema que pode influenciar a sustentabilidade da indústria ocidental. Também há previsão de reunião com executivos de IA, incluindo representantes de destaque.
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