- O pré-candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou em evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, que, se eleito, pretende exigir que homens beneficiários do Bolsa Família concluam os estudos.
- Zema disse que as mulheres têm “outras atribuições em casa” e que a mudança visa incentivar a capacitação e a entrada no mercado de trabalho pelos homens.
- A proposta envolve que o benefício permaneça ligado à conclusão de ensino fundamental ou ensino médio pelos homens beneficiários.
- O evento também contou com a presença dos pré-candidatos Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
- Hoje, as regras do Bolsa Família exigem vacinação, acompanhamento nutricional e frequência escolar, com metas de frequência por faixa etária, além da chamada regra de proteção para quem está em transição ao mercado de trabalho.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo, lançou a proposta de exigir que homens beneficiários do Bolsa Família concluam seus estudos caso seja eleito. A declaração ocorreu durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília, nesta segunda-feira (22).
Além de Zema, participaram do encontro Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), que também analisaram propostas para programas sociais. O tom foi de alinhamento entre os candidatos sobre mudanças no Bolsa Família.
Proposta de Zema
O objetivo de Zema é fortalecer a capacitação dos beneficiários com foco na inserção no mercado de trabalho. Segundo o pré-candidato, as mulheres já enfrentam diferentes atribuições familiares, o que justificaria tratar de forma distinta os sexos.
Na visão dele, a obrigatoriedade estaria ligada à conclusão do ensino fundamental ou médio. O projeto também prevê recompensas para quem conseguir emprego estável com carteira assinada, reduzindo a dependência do benefício.
Como funciona hoje
Atualmente, o Bolsa Família impõe compromissos ligados à saúde e educação. Crianças devem estar com calendário vacinal em dia e ser acompanhadas nutricionalmente; gestantes precisam do pré-natal. A frequência escolar varia conforme a faixa etária.
A regra de proteção mantém parte do benefício durante transição para o mercado de trabalho, caso a renda da família supere o limite por algum tempo. O programa utiliza esse mecanismo para estimular a busca por emprego.
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