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Abelardo de la Espriella enfrenta desafio de governar com metade do país

Vitória apertada de Abelardo de la Espriella reforça país dividido; promessa de 90 decretos na posse, com fumigação de coca e construção de megacárceres

Protesta a favor de Iván Cepeda, en Bogotá (Colombia), el 22 de junio.
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  • Abelardo de la Espriella venceu a disputa presidencial no segundo turno, derrotando Iván Cepeda por pouco mais de duzentos e cinquenta mil votos, em resultado estreito.
  • A votação totalizou quase treze milhões de votos, a maior já registrada na história do país; Cepeda teve cerca de 1,5 milhão de votos a mais que o presidente vigente.
  • o mapa eleitoral mostra divisão: região andina apoiou De la Espriella, enquanto Cepeda venceu nas periferias, cidades do Pacífico, Caribe e Amazônia; Bogotá registrou vantagem de 52% para Cepeda, enquanto a região limítrofe de Cundinamarca votou com o ultradireitista.
  • Houve protestos isolados em Cali e Bogotá, e a contagem oficial ainda não foi publicada; a oposição da esquerda impugnou cerca de 33 mil mesas, equivalente a 27% do total, sem prever mudanças relevantes.
  • O presidente electo prometeu assinar 90 decretos no dia 7 de agosto, sem passar pelo Congresso, com medidas em educação, saúde e segurança, incluindo a fumigação de 330 mil hectares de coca, construção de 10 megacárceres e atuação contra líderes de grupos armados.

Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais da Colômbia, segundo o pré-contagem, com pouco mais de 250 mil votos de diferença sobre Iván Cepeda. A vitória foi celebrada em Barranquilla, em meio a uma praça lotada e cantos de campanha, mas a festa mostrou uma base fortemente dividida.

A margem de vitória foi de menos de 1 ponto percentual, em um cenário com quase 13 milhões de votos, a maior votação da história do país. Cepeda recebeu 1,5 milhão de votos a mais que o presidente anterior, Gustavo Petro, evidenciando a continuidade da oposição de esquerda.

A polarização marcou o pleito: houve protestos isolados contra De la Espriella em Cali e Bogotá. O resultado não é vinculante até a divulgação oficial pelas comissões escrutinizadoras, ainda marcada por impugnações da esquerda em cerca de 33 mil mesas.

No mapa eleitoral, De la Espriella obteve vantagem significativa nas regiões andinas, como Antioquia, Santander e Norte de Santander, enquanto Cepeda dominou grande parte das periferias, cidades médias, o Pacífico e boa parte do Caribe e da Amazônia. A capital Bogotá foi favorável ao candidato da esquerda, de forma apertada.

O resultado também repercutiu fora do país. Donald Trump parabenizou De la Espriella, citando cooperação entre Colômbia e EUA. O argentino Javier Milei respondeu com mensagens de apoio, sinalizando o alinhamento regional com lideranças de direita que assumem o poder na América Latina.

Cepeda, líder do Pacto Histórico, reconheceu o pré-contagem como indicativo, mas pediu serenidade até a confirmação oficial. A bancada de Cepeda permanece como a maior do Congresso, sugerindo possível tensão entre o novo governo e a oposição.

Entre propostas, De la Espriella defende redução de impostos, endurecimento contra grupos armados, porte de armas e atuação firme do Estado. O presidente eleito também prometeu assinar 90 decretos no dia 7 de agosto, sem passagem pelo Congresso, incluindo medidas em educação, saúde e segurança.

Entre as medidas já anunciadas estão a fumigação de 330 mil hectares de coca e a construção de 10 megacárceles em áreas periféricas. Além disso, o governo pretende capturar 10 dos líderes de alto escalão dos grupos armados que atuam no país. A oposição alerta para riscos e impactos sociais de tais políticas.

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