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São Paulo cria fundo independente para impulsionar projetos ambientais

- A Finaclima-SP é uma ferramenta para emergências climáticas em São Paulo. - O Funbio foi escolhido para implementar a Finaclima-SP, promovendo transparência. - Funbio já mobilizou R$ 300 milhões para conservação e 50 Unidades de Conservação. - O projeto Amazônia Viva, em parceria com a Natura, fortalece a sociobiodiversidade. - Desde 2023, R$ 8,6 milhões foram disponibilizados para cooperativas na Amazônia.

A secretaria estadual de Meio Ambiente de São Paulo lançou a Finaclima-SP, uma ferramenta que visa agir com mais eficiência em emergências climáticas, dispensando licitações e burocracias. A iniciativa, aprovada no final do ano passado, também promete aumentar a transparência e permitir que investidores escolham projetos para financiar. A escolha da entidade gestora ficou a […]

A secretaria estadual de Meio Ambiente de São Paulo lançou a Finaclima-SP, uma ferramenta que visa agir com mais eficiência em emergências climáticas, dispensando licitações e burocracias. A iniciativa, aprovada no final do ano passado, também promete aumentar a transparência e permitir que investidores escolham projetos para financiar. A escolha da entidade gestora ficou a cargo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que foi selecionado após um processo seletivo.

O Funbio, uma associação sem fins lucrativos com 26 anos de atuação na conservação ambiental, tem como objetivo atrair investimentos do setor privado para políticas públicas. Segundo Manuela Muanis, gestora de portfólio de projetos do Funbio, a entidade se tornou um “braço financeiro” para essas iniciativas. Um dos projetos notáveis do Funbio é o Fundo da Mata Atlântica, que desde 2009 mobilizou R$ 300 milhões para a ampliação de 50 Unidades de Conservação no Rio de Janeiro, incluindo a construção de sedes e planos de manejo.

Outro projeto relevante é a Amazônia Viva, desenvolvido em parceria com a Natura, que implementou um mecanismo de financiamento para fortalecer organizações e cadeias da sociobiodiversidade. Desde 2023, o projeto já disponibilizou R$ 8,6 milhões em crédito para cooperativas e associações que extraem produtos como castanha e açaí, beneficiando diretamente os produtores locais.

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