Pesquisadores do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, publicaram um estudo na revista Nature Climate Change, revelando que a temperatura média global aumentou 1,6°C em 2024, um ano recorde em calor. Desde a década de 1980, a temperatura nunca recuou, mantendo-se ou aumentando, mesmo considerando fenômenos como o El Niño. Jakob Zscheischler, um dos […]
Pesquisadores do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, publicaram um estudo na revista Nature Climate Change, revelando que a temperatura média global aumentou 1,6°C em 2024, um ano recorde em calor. Desde a década de 1980, a temperatura nunca recuou, mantendo-se ou aumentando, mesmo considerando fenômenos como o El Niño. Jakob Zscheischler, um dos autores, destacou que, ao ultrapassar certos limites de temperatura, a média de longo prazo se mantém elevada, indicando um planeta mais quente e vulnerável às mudanças climáticas.
O estudo analisou dados de estações meteorológicas globais e concluiu que a década de 1980 foi 0,6°C mais quente que o período pré-industrial. Os pesquisadores afirmam que, sem ações rigorosas de mitigação climática, o aumento de temperatura observado em 2024 pode ser um indicativo de que as próximas duas décadas serão ainda mais quentes. Zscheischler enfatizou que, uma vez ultrapassado o limite de 1,5°C, não há retorno à média anterior.
Além disso, uma pesquisa canadense publicada na mesma edição da revista chegou a resultados semelhantes, reforçando a gravidade da situação. O aumento das temperaturas pode provocar ondas de calor, secas e enchentes, mesmo em regiões com climas mais amenos. Contudo, os autores do estudo alertam que, se a humanidade agir rapidamente para reduzir as emissões, ainda é possível limitar o aquecimento a 1,5°C ou, no máximo, a 2°C, conforme estipulado pelo Acordo de Paris.
Apesar dos alertas, as emissões globais de dióxido de carbono continuam a crescer, aumentando cerca de 50% desde 1990. Os cientistas reiteram que a queima de combustíveis fósseis é a principal responsável por essa elevação, e a falta de ação efetiva pode levar a consequências devastadoras, como um Ártico irreconhecível até 2100.
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