A pesquisa recente sugere que supernovas violentas podem ter contribuído para duas das maiores extinções em massa da Terra, eventos que ainda não têm explicações completas. Durante a morte de estrelas massivas, ocorre uma explosão termonuclear que libera material e radiação. Um grupo de pesquisadores analisou a taxa de supernovas de estrelas próximas ao Sol, […]
A pesquisa recente sugere que supernovas violentas podem ter contribuído para duas das maiores extinções em massa da Terra, eventos que ainda não têm explicações completas. Durante a morte de estrelas massivas, ocorre uma explosão termonuclear que libera material e radiação. Um grupo de pesquisadores analisou a taxa de supernovas de estrelas próximas ao Sol, dentro de um raio de 65 anos-luz, nos últimos 1 bilhão de anos, e estimou que 2,5 supernovas poderiam impactar a Terra a cada 1 bilhão de anos, resultando em uma ou duas supernovas nos últimos 500 milhões de anos.
Os pesquisadores, liderados por Nick Wright, coautor do estudo publicado na revista *Monthly Notices of the Royal Astronomical Society*, estabeleceram uma conexão entre esses eventos cósmicos e as extinções em massa. Cinco grandes extinções ocorreram nos últimos 500 milhões de anos, eliminando a maioria das espécies aquáticas e terrestres em intervalos geológicos curtos. Wright destacou que é “mais viável pensar que isso poderia afetar eventos de extinção”.
Embora a pesquisa não apresente evidências diretas de que uma supernova causou extinções, os cientistas levantaram a hipótese de que uma explosão estelar poderia ter contribuído para a extinção do Devoniano, há 372 milhões de anos, e a do Ordovícico, há 445 milhões de anos. Eles sugerem que uma supernova poderia ter danificado a camada de ozônio da Terra, expondo o planeta a radiações prejudiciais. Mike Benton, professor de paleontologia, pediu por evidências que correlacionem supernovas e extinções, enquanto Paul Wignall ressaltou a necessidade de elementos exóticos nos registros sedimentares que poderiam servir como marcadores de supernovas.
Além disso, a pesquisa destaca que eventos celestiais, como o impacto de um asteroide, já foram comprovados como causadores de extinções, como a que eliminou os dinossauros há 66 milhões de anos. A descoberta do anômalo de irídio em camadas de rochas sedimentares foi crucial para identificar essa extinção. Wignall sugere que a teoria das supernovas precisa de um equivalente ao irídio, como ferro-60, um isótopo produzido em explosões de supernovas, para validar a hipótese de que esses eventos cósmicos possam ter influenciado extinções na Terra.
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