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Traficante Cigarreiro, ligado ao PCC e CV, é acusado de ordenar a morte de Gritzbach

Cigarreiro, narcotraficante ligado ao PCC e CV, financia documentário da Netflix e permanece sob proteção em meio a investigações.

O narcotraficante Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreiro, de 44 anos, é acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Vinicius Gritzbach, de 38 anos. Ele possui ligações com as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), atuando no tráfico de drogas e armas entre São Paulo e Rio de […]

O narcotraficante Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreiro, de 44 anos, é acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Vinicius Gritzbach, de 38 anos. Ele possui ligações com as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), atuando no tráfico de drogas e armas entre São Paulo e Rio de Janeiro. Cigarreiro se destacou no CV em 2007, após a paraplegia de Alan Hilário Lopes, o Rala, que controlava o tráfico na Vila Cruzeiro.

Após a operação de ocupação das forças de segurança no Rio em 2010, Cigarreiro e Rala fugiram para São Paulo, onde Cigarreiro se associou ao narcotraficante Anselmo Bechelli Santa Fausta, o Cara Preta. Mesmo sem ser oficialmente reconhecido pelo PCC, ele continuou a ser um traficante influente, atuando como intermediário entre as duas facções, especialmente após a ruptura entre elas em 2016. Cigarreiro, que tem mais de 30 processos criminais, utiliza artimanhas jurídicas para evitar longas penas.

Cigarreiro é considerado perigoso e inteligente pelas autoridades, frequentemente visto com escolta de policiais. Ele mantém um papel ativo no tráfico de drogas em ambas as cidades e é conhecido por usar documentos falsos. Além disso, ele é apontado como financiador de um documentário da Netflix, que aborda as condições do sistema carcerário e é visto como uma tentativa de fortalecer laços entre PCC e CV.

Atualmente, Cigarreiro está escondido no Rio, sob proteção do CV, e a polícia acredita que ele e o olheiro do PCC, Kauê do Amaral, estão em um esconderijo na Vila Cruzeiro. A operação para prendê-los exigiria entre 600 e 900 policiais, dada a fortificação da área com barricadas. O Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas pelo assassinato de Gritzbach, incluindo Cigarreiro e Diego Amaral, o Didi, que também é acusado de ser mandante do crime.

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