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Sport é condenado a pagar R$ 4,6 milhões a Everton Felipe por danos trabalhistas

Sport é condenado a pagar R$ 4,6 milhões a Everton Felipe por danos morais e materiais. Ex-jogador alega falta de suporte médico e fraude em direitos de imagem.

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A 9ª Vara do Trabalho do Recife decidiu que o Sport Club do Recife deve pagar cerca de R$ 4,6 milhões ao ex-jogador Everton Felipe por danos materiais e morais. A condenação, que ainda pode ser contestada, foi motivada pela falta de suporte médico e por problemas relacionados aos direitos de imagem do atleta. Everton, que se aposentou aos 26 anos devido a sérias lesões no joelho, jogou pelo Sport entre 2014 e 2022 e teve passagens por outros clubes. O juiz destacou que o clube não ofereceu o acompanhamento médico necessário, o que resultou em uma nova cirurgia para o jogador. Everton também alegou que o Sport impediu sua transferência para um clube em Portugal, mas essa reclamação não foi aceita por falta de provas. O advogado de Everton comemorou a decisão, afirmando que a lesão foi reconhecida como um acidente de trabalho e que a indenização busca compensar os danos que ele sofreu. O Sport informou que está analisando a decisão.

A 9ª Vara do Trabalho do Recife determinou que o Sport Club do Recife pague cerca de R$ 4,6 milhões ao ex-jogador Everton Felipe por danos materiais e morais. A decisão, proferida nesta quarta-feira, 23 de abril de 2025, se deve à falta de suporte médico e à fraude nos direitos de imagem do atleta.

Everton Felipe, que se aposentou precocemente aos 26 anos devido a lesões graves no joelho, atuou pelo Sport entre 2014 e 2022. Ele também teve passagens por clubes como São Paulo, Cruzeiro, Athletico-PR e Retrô. O valor inicial da indenização pode chegar a R$ 6 milhões, considerando outros fatores como seguro obrigatório e estabilidade acidentária.

A sentença destaca a responsabilidade do Sport pela falta de acompanhamento médico adequado. O juiz Arthur Ferreira Soares observou que, apesar de um médico do clube afirmar que Everton havia alcançado plena reabilitação, o atleta passou por nova cirurgia sem acompanhamento do departamento médico. O perito judicial confirmou que as lesões de Everton eram compatíveis com um quadro de artrose avançada.

Além disso, Everton alegou que o Sport impediu sua transferência para o Portimonense, de Portugal. Contudo, a falta de documentação assinada comprometeu a validade dessa prova, levando o juiz a considerar improcedente o pedido de indenização por “perda de uma chance”.

O advogado de Everton, João Augusto Régis, comemorou a decisão, ressaltando que a lesão do jogador foi reconhecida como um acidente de trabalho. Ele destacou que a indenização busca reparar, em parte, os danos sofridos por Everton, que ainda enfrenta dificuldades para ter uma vida normal. O Sport informou que seu departamento jurídico está analisando a decisão e se manifestará em momento oportuno.

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