Emanuel Pedro Apory foi baleado na perna por um delegado da Polícia Civil de Pernambuco após uma discussão em uma festa em Fernando de Noronha. Apory negou ter assediado a acompanhante do delegado e disse que foi surpreendido pela abordagem violenta do policial. Testemunhas afirmam que o delegado ficou irritado ao ver Apory olhando para a mulher. Em um vídeo, Apory explicou que não falou com nenhum dos dois e que foi abordado de forma agressiva. Após o disparo, ele foi levado para um hospital em Recife e está estável. O delegado não foi preso e a Corregedoria está investigando o caso. A Adeppe, associação dos delegados, defendeu a ação do policial, alegando que Apory estava agindo de forma agressiva. Moradores de Fernando de Noronha protestaram contra a violência, queimando pneus e madeiras.
Dois dias após ser baleado na perna por um delegado da Polícia Civil de Pernambuco, o ambulante Emanuel Pedro Apory negou ter assediado a acompanhante do policial. O incidente ocorreu durante uma festa no Forte dos Remédios, em Fernando de Noronha, e teria sido motivado por ciúmes.
Apory afirmou que não interagiu com a mulher do delegado, Luiz Alberto Braga de Queiroz, e que a abordagem do policial foi inesperada. Em um vídeo enviado à TV Globo, ele declarou: “Eu vi muito na mídia me colocando como se eu fosse um tipo de abusador.” O ambulante relatou que, ao se afastar da festa, foi abordado de forma agressiva pelo delegado, que o empurrou e o acusou de provocá-lo.
Imagens do ocorrido mostram o delegado esperando por Apory e, ao se aproximar, o encurralando antes de sacar a arma e disparar. Após o tiro, Apory caiu, mas conseguiu se levantar e deixar o local. Ele está internado em estado estável em uma UTI no Recife.
A Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso, mas o delegado não foi preso. A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (Adeppe) defendeu a ação de Queiroz, alegando que ele agiu em resposta a uma agressão do ambulante, que teria tentado desarmá-lo. A Adeppe afirmou que o tiro na perna demonstra o controle emocional do policial.
O Forte Noronha lamentou o incidente e destacou que o delegado tinha autorização legal para portar arma no local. Moradores da ilha protestaram contra a violência, queimando pneus e madeiras na BR-363.
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