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Fuzis contrabandeados dominam arsenal do tráfico no Rio de Janeiro em 2024

Apenas 5,32% dos fuzis apreendidos no Rio foram fabricados no Brasil; a maioria vem dos EUA, intensificando o tráfico de armas.

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Um relatório de 2024 da Polícia Militar do Rio de Janeiro mostra que apenas 5,32% dos fuzis apreendidos foram fabricados no Brasil, enquanto a maioria, 604 armas, veio de outros países, principalmente dos Estados Unidos, que enviaram 295 fuzis da marca Colt. A entrada dessas armas no Brasil é facilitada por licenças que permitem sua venda em outros países, e muitas vezes elas chegam desmontadas, com peças compradas nos EUA. O custo de uma arma desmontada é cerca de R$ 6 mil nos Estados Unidos, mas no Rio de Janeiro, ela pode ser vendida por até R$ 50 mil. As apreensões totalizaram 732 armas em 2024, com a maioria pertencendo a facções como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que apreender fuzis é importante, mas não resolve o problema da violência. O governador Cláudio Castro também pediu ajuda internacional para combater o tráfico de armas. Recentemente, uma operação nos Estados Unidos resultou na apreensão de 240 armas e 43 mil balas, mostrando a conexão entre o tráfico de armas e as facções no Rio.

Dados de um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro revelam que, em 2024, apenas 5,32% dos fuzis apreendidos no estado foram fabricados no Brasil. A maioria das armas, 604 unidades, tem origem estrangeira, com destaque para os Estados Unidos, que lideram o contrabando com 295 fuzis da plataforma Colt.

O relatório aponta que as armas entram no Brasil principalmente pelas fronteiras com Paraguai, Bolívia e Colômbia. Além disso, 25 fuzis apreendidos apresentaram indícios de terem sido desmontados e trazidos em partes. O custo de uma arma desmontada nos EUA é de aproximadamente R$ 6 mil, enquanto no Rio de Janeiro, o preço chega a R$ 50 mil montada.

Apreensões e Facções

Os 638 fuzis apreendidos têm um valor de mercado estimado em R$ 44 milhões. A maior parte das apreensões ocorreu em áreas dominadas por facções criminosas. O Comando Vermelho (CV) teve 365 fuzis apreendidos, enquanto o Terceiro Comando Puro (TCP) perdeu 204 unidades. A milícia teve 48 fuzis apreendidos e a facção Amigos dos Amigos (ADA), 12.

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que a apreensão de fuzis é um dos maiores desafios da corporação. Ele destacou que, embora as apreensões reduzam o poder bélico das facções, não resolvem completamente o problema. “Impedir que os fuzis cheguem no Rio de Janeiro seria fundamental”, disse.

Cooperação Internacional

O governador do estado, Cláudio Castro, apresentou o relatório em um encontro com representantes do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento em Nova York. Ele sugeriu a cooperação americana para combater o tráfico de armas. Em 2024, foram apreendidas 732 armas desse tipo no estado.

Recentemente, a Operação Contenção resultou na apreensão de 240 armas e mais de 43 mil balas em quatro estados, com a colaboração do Homeland Security Investigations (HSI) dos EUA. A operação destacou a conexão entre o tráfico de armas e as facções criminosas no Rio de Janeiro.

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