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Mãe descobre que filho desaparecido foi enterrado sem identificação em Fortaleza

Mãe descobre que filho desaparecido desde 2022 foi enterrado sem identificação; negligência nas comunicações agrava a dor da família.

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Antônia Andreza Menezes, mãe de Felipe Menezes, passou mais de um ano procurando seu filho, que estava desaparecido desde agosto de 2022. Ela visitou delegacias, hospitais e IMLs, mas não obteve informações. Em outubro de 2023, descobriu que Felipe estava morto e enterrado sem identificação em Fortaleza. A Defensoria Pública informou que o corpo foi identificado em abril, mas a família não foi avisada. Antônia fez um exame de DNA para ajudar na identificação, mas não recebeu notícias. Ela soube que Felipe foi morto com um tiro na nuca e que a investigação ainda está em andamento. Após a identificação, Antônia entrou com um pedido de exumação e conseguiu enterrar o filho em Pacajus. A defensora pública Mariana Lobo destacou a falta de políticas adequadas para identificar corpos não reconhecidos e a necessidade de um sistema mais eficiente para ajudar famílias em situações semelhantes. A Secretaria da Segurança Pública do Ceará afirmou que tentou contatar a família, mas Antônia nega ter recebido qualquer aviso.

Antônia Andreza Menezes, mãe de Felipe Menezes, descobriu em outubro de 2023 que seu filho, desaparecido desde agosto de 2022, estava morto e enterrado sem identificação em Fortaleza. A informação foi revelada pela Defensoria Pública, que informou que o corpo foi identificado em abril, mas a família não foi notificada.

A agricultora de Pacajus (CE) buscou por mais de um ano informações sobre o paradeiro do jovem de 22 anos. Antônia fez diversas visitas a delegacias, hospitais e Institutos Médico-Legal (IMLs), mas não obteve respostas. “Foi um processo muito doloroso”, relatou. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará afirmou que tentou contatar a família, mas não obteve retorno.

Antônia começou sua busca após a esposa de Felipe informar que ele estava desaparecido. Ela registrou um boletim de ocorrência e fez um exame de DNA para facilitar a identificação, mas só soube do falecimento do filho mais de um ano depois. “Ele foi enterrado em uma cova social e sem identificação”, lamentou.

Negligência e Falhas no Sistema

A defensora pública Mariana Lobo, que acompanhou o caso, destacou a falta de políticas públicas padronizadas para a identificação de corpos não reclamados. “É necessária a criação de um procedimento uniforme”, afirmou. A legislação sobre coleta de DNA é pouco utilizada, dificultando a identificação de desaparecidos.

O corpo de Felipe foi localizado após um pedido da defensora, que solicitou uma cópia do inquérito policial. A informação de que o corpo havia sido encontrado estava nos documentos, mas a família não foi avisada. Mariana Lobo também mencionou que há outros cinco casos semelhantes em andamento.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que todos os sepultamentos sociais são realizados conforme normas legais, mas a mãe de Felipe contestou a falta de comunicação. A investigação sobre a morte do jovem continua, e a defensoria busca reparação para a família.

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