A TAP cancelou um voo que levaria Alice, uma criança autista de 12 anos, e seu cão de serviço Tedy de volta a Portugal, mesmo com uma decisão judicial que permitia o embarque do animal. O cancelamento ocorreu no último sábado e causou uma crise de ansiedade em Alice, que está sem o cão há um mês e meio. A família já havia processado a TAP por ter negado o embarque de Tedy em outras duas ocasiões. O advogado da família ressaltou que Tedy é essencial para o bem-estar emocional de Alice. Uma nova audiência está marcada para a próxima semana, enquanto a TAP alega que o transporte do cão na cabine violaria suas normas de segurança. A situação se complicou ainda mais porque o Certificado Veterinário Internacional de Tedy expirou. A TAP afirmou que a segurança dos passageiros é a prioridade e ofereceu alternativas de transporte que não foram aceitas pela família.
Apesar de uma decisão judicial que permitia o embarque do cão de serviço Tedy, a TAP cancelou o voo que levaria o animal e sua tutora, Alice, uma criança autista de 12 anos, de volta a Portugal. O incidente ocorreu no último sábado, quando a companhia aérea se recusou a cumprir a ordem judicial, resultando em uma crise de ansiedade para Alice, que está sem o cão há um mês e meio.
Tedy já havia viajado com Alice em outras ocasiões, incluindo uma viagem à Disney, nos Estados Unidos. A família processou a TAP após o embarque do cão ser negado em duas ocasiões: uma em abril e outra no último fim de semana. O advogado da família, Arthur Lontra Costa, destacou que Tedy é um cão de serviço, com treinamento específico, e sua presença é crucial para o bem-estar emocional de Alice.
Situação Judicial
Uma nova audiência está agendada para a próxima semana no Fórum de Niterói. O advogado afirmou que a TAP fez propostas, mas a família insiste na necessidade de Tedy viajar na cabine, onde ele pode garantir a saúde e a segurança da criança. O pai de Alice, que está em Portugal, relatou que a situação tem gerado preocupação, pois a ausência do cão tem afetado o equilíbrio emocional da menina.
O voo da TAP, que deveria decolar às 15h40, foi cancelado após a companhia alegar que o transporte do cão na cabine violaria suas normas de segurança. Um gerente da TAP foi autuado pela Polícia Federal devido ao descumprimento da decisão judicial. A validade do Certificado Veterinário Internacional de Tedy expirou no último domingo, complicando ainda mais a situação.
Resposta da TAP
A TAP emitiu uma nota afirmando que a segurança dos passageiros é a prioridade e que o cancelamento foi necessário devido a uma ordem judicial que, segundo a companhia, comprometeria a segurança a bordo. A empresa ofereceu alternativas de transporte para o animal, que não foram aceitas pela família. O conflito entre a TAP e a família teve início em abril, quando o embarque de Tedy foi negado pela primeira vez.
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