A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um grupo que praticava cyberbullying e outros crimes contra crianças e adolescentes nas redes sociais. A Operação Mão de Ferro 2 cumpriu mandados em 12 estados, resultando em três prisões e na apreensão de seis menores, incluindo um de 15 anos que liderava as ações. Eles induziam vítimas à automutilação e ao suicídio, além de extorquir adolescentes após obter fotos íntimas. Um caso recente envolveu a morte de uma menina de 8 anos, que participou de um desafio perigoso no TikTok. Apesar de leis que proíbem o uso de celulares nas escolas e que punem crimes como bullying e cyberbullying, as ameaças continuam a circular online. É importante que as plataformas digitais sejam responsabilizadas pelo conteúdo que permitem.
A Operação Mão de Ferro 2 da Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou um grupo envolvido em cyberbullying, resultando em prisões e apreensões de menores. A ação ocorreu em doze estados e teve como foco crimes graves, como indução à automutilação e ao suicídio.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando em três prisões preventivas e na apreensão de seis adolescentes. Um dos detidos, de 15 anos, é acusado de liderar ações criminosas nas redes sociais. O grupo também estava envolvido na produção e distribuição de pornografia infantil e na apologia ao nazismo.
Os adolescentes extorquiam suas vítimas após obter dados pessoais, ganhando a confiança delas para receber fotos íntimas. Após isso, utilizavam chantagem para forçá-las a realizar atos degradantes. Um dos jovens ameaçou uma mãe que tentou denunciá-los, afirmando saber onde ela morava.
Recentemente, um caso trágico envolvendo uma menina de 8 anos no Distrito Federal, que morreu após participar de um “desafio” no TikTok, destaca a gravidade da situação. A legislação atual proíbe o uso de celulares nas escolas, mas as ameaças continuam a circular nas redes sociais.
Em janeiro, uma nova lei incluiu crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal, com penas que podem chegar a quatro anos de prisão. A situação em Mato Grosso evidencia que tanto crianças quanto adolescentes podem ser vítimas e perpetradores desses crimes, ressaltando a necessidade de responsabilização das plataformas digitais.
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