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Restos mortais de Dana de Teffé permanecem como mistério após 64 anos de desaparecimento

Fragmentos de ossos de Dana de Teffé, desaparecida em 1961, podem ser analisados por DNA, reabrindo o caso que intrigou o Brasil.

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Dana de Teffé, uma milionária tcheca que desapareceu em 1961, foi vista pela última vez com seu advogado, Leopoldo Heitor, que se tornou o principal suspeito após a venda de seus bens e a falta de notícias. Recentemente, fragmentos de ossos e unhas de uma mulher foram preservados no processo judicial, e exames de DNA podem ajudar a esclarecer o que aconteceu com Dana. Os restos mortais, que incluem uma mão e sete unhas, foram encontrados em um sítio ligado a Leopoldo, que alegou que Dana havia viajado para a Europa. No entanto, investigações mostraram que ela nunca deixou o Brasil. Leopoldo foi indiciado por latrocínio, mas apresentou várias versões sobre o desaparecimento dela. Ele foi condenado, mas conseguiu reverter a decisão e foi absolvido em dois julgamentos. O caso continua sem solução, mas a possibilidade de exames de DNA pode trazer novas respostas.

Fragmentos de ossos e unhas femininas, preservados desde 1963, podem finalmente esclarecer o desaparecimento de Dana de Teffé, milionária tcheca sumida desde 1961. O advogado Leopoldo Heitor, último a vê-la, é o principal suspeito do caso.

Os restos mortais, que incluem três unhas com esmalte vermelho, foram encontrados em um sítio ligado a Heitor, que alegou ter sido assaltado na rodovia ao levar Dana para um emprego em São Paulo. A milionária, que chegou ao Brasil em 1951, era fluente em seis idiomas e tinha um passado misterioso, incluindo rumores de que teria sido espiã durante a Guerra Fria.

Dana foi vista pela última vez em 29 de junho de 1961. Após sua partida, Heitor começou a vender seus bens e a movimentar suas contas bancárias, levantando suspeitas. O professor Oscar Stevenson, defensor de Heitor em um caso anterior, foi um dos primeiros a perceber que algo estava errado. O desaparecimento foi registrado na polícia apenas oito meses depois.

Em 1962, Heitor foi indiciado por latrocínio e apresentou várias versões sobre o que teria acontecido com Dana. Ele alegou que ela havia viajado para a Europa, que ambos foram assaltados ou que ela foi sequestrada. As investigações revelaram que Dana nunca deixou o Brasil.

As escavações em seu sítio resultaram na descoberta de uma ossada feminina, mas a identificação não foi conclusiva. Os fragmentos preservados podem agora ser analisados por meio de exames de DNA, que podem esclarecer o caso, caso um parente compatível se apresente. O perito legista João Branco confirmou a viabilidade dos testes.

O caso de Dana de Teffé permanece um dos mais intrigantes da crônica policial brasileira. A mão com esmalte vermelho continua preservada nos autos do processo, enquanto a família de Leopoldo Heitor não se manifestou sobre os novos desdobramentos.

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