- Áudios acessados pelo Globo Esporte mostram Douglas Schwartzmann e Mara Casares envolvidos em esquema de comercialização clandestina de camarote, identificado como sala da presidência, no Morumbi, ligado a show da Shakira em fevereiro.
- O dirigente Marcio Carlomagno é apontado como quem concedeu o camarote; Mara teria recebido o espaço, com Adriana Prado atuando como intermediária em registros apresentados nos autos.
- Documentos e boletins de ocorrência indicam a existência de registros sobre o uso do espaço e sobre pagamentos envolvendo as empresas The Guardians Entretenimento Ltda. e Cassemiro Eventos Ltda.
- Mensagens e áudios mostram pressões para retirar processos e neutralizar acusações, com divulgações de conversas sobre consequências para Mara, Adriana Prado e Douglas.
- O caso envolve desdobramentos judiciais em curso e é ligado a possíveis impactos políticos para a gestão do clube na eleição de 2026.
Em São Paulo, um novo capítulo de um esquema envolvendo a comercialização clandestina de camarotes no Morumbi veio a público. Áudios e documentos obtidos pelos veículos de imprensa apontam Mara Casares, ex-esposa do presidente do clube, Julio Casares, e Douglas Schwartzmann, dirigente da base, como protagonistas de negociações secretas ligadas a um espaço conhecido como sala da presidência.
O material detalha que o camarote era utilizado para vender ingressos ao show de Shakira, em fevereiro deste ano. Segundo as mensagens, Marcio Carlomagno, homem de confiança de Casares, teria disponibilizado o espaço para Mara e intermediários, incluindo Rita de Cassia Adriana Prado. O local fica na área interna do Morumbi, próximo às salas de dirigentes.
Contexto e desdobramentos
Documentos do processo, obtidos pelo Lance!, indicam a presença de The Guardians Entretenimento Ltda. e Cassemiro Eventos Ltda. em transações ligadas aos ingressos. Um boletim de ocorrência também foi registrado na 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo, ampliando o registro de denúncias sobre o caso.
As conversas em mensagens mostram pressões para encerrar processos judiciais ligados ao tema. Trechos revelam estratégias para retirar ações e evitar impactos na gestão do clube. Parlamentares e setores ligados ao clube também aparecem como parte dos entraves descritos.
A análise dos registros aponta que o esquema envolvia valores e pagamentos associados aos contratos de eventos no Morumbi, com o show de Shakira citado como referência. A imprensa mantém apuração sobre o andamento das ações e as implicações para a gestão de 2026.
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