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PF prende desembargador federal no Rio suspeito de favorecer facção criminosa

PF deflagra segunda fase da operação Unha e Carne 2; alvo é desembargador do TRF da 2ª Região e apura vazamento de informação sigilosa para favorecer facção criminosa

Polícoa Federal prendeu desembargadior suspeito de favorecer facção criminosa. (Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a segunda fase da Operação Unha e Carne 2, para apurar vazamento de informações sigilosas que favoreceriam uma facção criminosa.
  • Um dos alvos é o desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região.
  • Na primeira fase, foi preso o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, que depois teve a prisão relaxada mediante pagamento de tornozeleira eletrônica.
  • A ação desta manhã cumpriu um mandado de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
  • As medidas têm relação com o julgamento da Ação de Inconstitucionalidade por Ato de Managing (ADPF) 635/RJ, a chamada ADPF das Favelas, e visam apurar atuação de facções criminosas e conexões com agentes públicos, incluindo o caso envolvendo TH Joias e o Comando Vermelho.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a segunda fase da Operação Unha e Carne 2. A ação mira o vazamento de informação sigilosa de uma operação anterior para favorecer uma facção criminosa. Um dos alvos é o desembargador Macário Judice Neto, do TRF-2.

Na primeira fase, houve a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União), que foi solto depois com tornozeleira eletrônica, diante de votação dos deputados. A PF investiga possível atuação de magistrado no caso.

A operação desta manhã cumpriu mandado de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pelo STF. Os mandados foram executados nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A ação ocorre no âmbito da ADPF 635/RJ, que trata de favelas e a atuação de facções criminosas com agentes públicos.

Contexto da apuração

A investigação apura conexões entre facções criminosas e agentes públicos, com foco em possível colaboração para facilitar atividades ilícitas envolvendo o Comando Vermelho. O relatório aponta participação de autoridades no processamento do caso relacionado ao ex-deputado Thiego dos Santos, conhecido como TH Joias.

A PF ressalta que as diligências buscam esclarecer a extensão do vazamento de informações sigilosas e coibir abusos que possam favorecer organizações criminosas. A apuração segue sob sigilo e conta com atuação conjunta entre os estados envolvidos.

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