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Receita afasta auditor de cargo de chefia após operação da PF

Auditor fiscal é afastado da chefia após operação da Polícia Federal que apura quebras de sigilo de ministros; buscas atingiram três estados e outros dois servidores

Prédio da Receita Federal em Brasília
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  • O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes foi afastado do cargo de chefia de um setor da delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, São Paulo.
  • Ele era substituto do chefe da equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório; o afastamento foi publicado no Diário Oficial da União.
  • A operação da Polícia Federal, realizada anteontem, teve mandados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia; além de Mansano, outros três servidores da Receita foram alvo: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos.
  • As buscas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após representação da Procuradoria Geral da República que investiga vazamentos de informações financeiras de autoridades.
  • A defesa diz que Mansano é profissional idôneo; a Receita Federal afirmou que não tolera desvios de sigilo fiscal e que realizou procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial para apurar possíveis quebras de sigilo envolvendo ministros e familiares nos últimos três anos.

O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes foi afastado do cargo que ocupava na chefia de um setor da delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O afastamento foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.

Mansano era substituto do chefe da equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório. A decisão de afastamento, publicada no DOU, envolve investigação iniciada a partir de ações da PF que cumpriram mandados anteontem em três estados.

A operação da Polícia Federal também atingiu outros dois servidores da Receita: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos. Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ocorreram após representação da PGR sobre vazamentos de informações de autoridades.

A apuração busca apurar possível quebra de sigilo de ministros do STF e de familiares. O rastreio, segundo a imprensa, chegou a cerca de cem pessoas, incluindo ministros e familiares. A esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o filho de um ministro tiveram o sigilo violado.

Defesa do auditor afirma que ele é profissional idôneo e que não teve acesso à investigação nem às acusações que motivaram as buscas. A Receita Federal disse que não tolera desvios de sigilo fiscal e informou ter aberto um procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial para apurar possíveis quebras nos últimos três anos.

A Receita também informou que desvios identificados foram encaminhados à Justiça e às autoridades competentes, sem detalhar o que foi verificado nas auditorias. A investigação busca esclarecer eventuais irregularidades relativas ao sigilo fiscal de autoridades e seus familiares.

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