- O PSDB tem feito pesquisas e mantido conversas com DC, Solidariedade, Missão (MBL) e Avante para viabilizar a pré-candidatura de Paulo Serra ao governo de São Paulo.
- A entrada dos tucanos na disputa pode alterar a distribuição de votos e influenciar um segundo turno, cenário desejado pelo PT.
- A federação PSDB-Cidadania busca ampliar alianças; há resistência interna que pode apoiar a reeleição de Tarcísio, enquanto Serra tenta consolidar apoios.
- O tempo de propaganda é visto como desafio, com início oficial marcado para 16 de agosto; o financiamento também é apontado como entrave, já que o PSDB prioriza o Congresso.
- O PT vê potencial na candidatura tucana, mas a intervenção de Serra pode reduzir as chances de Tarcísio no primeiro turno e desmobilizar parte da base de Lula.
O PSDB tem feito pesquisas e buscado alianças para viabilizar a pré-candidatura de Paulo Serra ao governo de São Paulo. As ações passaram a ocorrer nas últimas semanas e visam ampliar o tempo de campanha e a capilaridade política no estado.
A movimentação ocorre em meio ao cenário de disputa entre PT e Republicanos, com Tarcísio de Freitas como principal adversário. A avaliação é que a entrada do PSDB na disputa pode alterar a distribuição de votos e influenciar a possibilidade de segundo turno.
Entre as tratativas, o PSDB tem fortalecido diálogo com DC, Solidariedade, Missão (MBL) e Avante, além de discutir com a federação PSDB-Cidadania. O objetivo é ampliar a aliança para tornar mais viável a candidatura de Serra.
Divisão interna na federação
Uma ala da federação defende encerrar a indefinição e apoiar a reeleição de Tarcísio, enquanto outro grupo busca manter a candidatura própria. Paulo Serra afirma desconhecer a status da reunião e nega que a candidatura possa ser rejeitada.
O presidente estadual da federação, Alex Manente (Cidadania), diz que a candidatura própria pode resgatar a identidade das siglas, com foco em responsabilidade fiscal e liberalismo econômico, sem apoiar o PT. A posição serve para balancear o discurso do Brasil.
Interesses dos aliados e do PT
Aliados próximos de Serra relatam maior otimismo quanto à possibilidade de disputa pelo governo. Mesmo com chances consideradas baixas, a aposta é de que a disputa possa projetar o nome de Serra no estado caso haja menos concorrentes.
No PT, o interesse pela candidatura tucana existe, mas a negociação pública foi rejeitada pela direção do PSDB. A avaliação interna petista é de que uma candidatura de Serra poderia reduzir chances de vitória de Tarcísio no primeiro turno e afetar a campanha presidencial.
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