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Tarcísio, Nunes e governo discutem embate em reunião da Enel

Governo decide pedir caducidade do contrato da Enel; reunião tensa entre governador, prefeito e ministro expõe impasse político e caminho jurídico

Enel — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Governo de São Paulo decide pedir a caducidade do contrato com a Enel, citando dispositivos federais que permitem intervenção e encerramento da concessão.
  • Reunião na sede do governo, realizada na quarta-feira (16), terminou tensa, com confrontos entre o governador Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o ministro Alexandre Silveira.
  • Um vazamento durante o encontro apontou que o ministro havia atribuído parte dos apagões à poda de árvores; Nunes cobrou explicações diretamente de Silveira.
  • Participantes disseram que governo estadual e prefeitura lembraram que a concessão é federal, fortalecendo a leitura de crise com componente eleitoral.
  • Relação passa a ser jurídica: especialistas apontam complexidade de uma caducidade, especialmente porque a concessão vence em 2028.

O governo de São Paulo decidiu pedir o encerramento de contrato com a concessionária Enel. A decisão foi anunciada após uma reunião realizada na quarta-feira (16), na sede do governo, para discutir a crise energética. O movimento envolve o poder federal, estadual e municipal.

Participaram do encontro o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). A conversa ocorreu em meio a tensões entre as lideranças e o governo federal.

Durante a reunião, já no início, houve um episódio público sobre as responsabilidades pelos apagões. O ministro Silveira foi questionado sobre o papel das podas de árvores, o que elevou o tom do debate. O tema da caducidade da concessão ganhou destaque.

Desdobramentos

Relatos indicam que, ao citar dispositivos legais, governadores e o prefeito defenderam que a Enel tem contrato federal, com margem para intervenção e eventual caducidade. A discussão ganhou com o calendário eleitoral de 2026 e com milhões sem energia.

O ministro Silveira rebateu críticas e disse que o tema foi levado ao presidente Lula, solicitando atuação mais firme. Do outro lado, Tarcísio e Nunes defenderam que a situação se tornou insustentável para a cidade e para o estado.

Ao término do encontro, o tema passou a tramitar no âmbito jurídico. Especialistas destacam que a caducidade envolve complexidade jurídica, especialmente com a concessão atual vencendo apenas em 2028.

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