- Dominique Schelcher, CEO das Cooperativas U, afirmou que boicotar produtos sul-americanos se o acordo entre a União Europeia e o Mercosul for assinado, chamando o bloco de “Shein” e defendendo prioridade a produtos franceses.
- O Parlamento Europeu aprovou salvaguardas reforçadas para proteger agricultores; a votação final do acordo deve ocorrer com os chefes de Estado na quinta-feira, em Bruxelas, apesar da oposição da França e da Itália.
- a França pediu o adiamento da assinatura do pacto; o governo francês afirmou que não seria necessário acionar a Corte de Justiça da União Europeia neste momento.
- O Senado francês aprovou resolução para pedir parecer da Corte de Justiça da União Europeia visando barrar o acordo, embora o governo tenha informado que a ação não teria efeito suspensivo.
- O tratado facilita a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa, enquanto aumenta as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas destiladas.
Dominique Schelcher, CEO das Cooperativas U, afirmou que boicotará produtos sul-americanos caso o acordo entre a União Europeia e o Mercosul entre em vigor. Ele comparou o Mercosul a uma concorrência desleal semelhante à Shein e pediu priorizar produtos franceses. A declaração ocorreu em entrevista à RMC/BFMTV.
A declaração ocorre em meio a votações da UE que podem confirmar a assinatura do tratado com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Nesta semana, a Comissão Europeia busca fechar o acordo, mesmo com oposição de Paris e Roma. A França pressiona por salvaguardas adicionais.
Contexto das negociações e desdobramentos
O Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para agricultores, visando reduzir impactos do acordo. A votação final depende de chefes de Estado e governo da UE. O tema divide a França, que critica o pacto, e a Itália, que avalia seu apoio.
Reação francesa e atuação do Senado
O Senado francês aprovou resolução para chamar a CJUE e pedir parecer sobre o acordo. O governo francês informou que não vê necessidade imediata de acionar a CJUE, mas não descartou medidas futuras. A discussão envolve várias forças políticas do país.
O que está em jogo
O tratado facilita exportações de automóveis, máquinas, vinhos e destilados, mas facilita a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na UE. Paris teme impactos aos produtores franceses, incluindo agricultores, e busca equilíbrio para a economia nacional.
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