- Em 2024, a taxa de homicídios no Brasil foi de 20,1 por 100 mil habitantes, com 42.590 casos — queda de 7,4% em relação a 2023.
- Amapá teve a maior taxa, 45,7 por 100 mil, mais que o dobro da média nacional; São Paulo teve a menor, 6,6 por 100 mil.
- 18 estados ficaram acima da média; entre as maiores taxas estão Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará.
- O Atlas aponta que a redução está associada à acomodação da guerra do narcotráfico, com diminuição de conflitos em rotas e capitais do Norte e Nordeste a partir de 2018.
- O estudo estima que o número real pode ser maior: até 49.673 homicídios em 2024 (taxa de 23,4 por 100 mil), por mortes violentas com causa indeterminada.
O Brasil fechou 2024 com 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, segundo o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea e pelo FBSP. Ao todo, foram 42.590 casos, o menor patamar em 11 anos, com queda de 7,4% ante 2023.
Amapá registrou a maior taxa: 45,7 assassinatos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional. Em contraste, São Paulo teve 6,6 por 100 mil, cerca de um terço da média nacional. O levantamento aponta que 18 estados ficaram acima da média.
Panorama por estados
A taxa varia bastante entre as unidades da federação. Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará aparecem entre os maiores valores. Em geral, estados do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste apresentam índices elevados, enquanto sul e sudeste apresentam números menores.
Entre os dados relevantes, o Atlas ressalta que 70% dos homicídios no país em 2024 envolveram armas de fogo. Além disso, a contrapartida demográfica e mudanças na gestão da segurança pública contribuíram para a queda observada.
A lista de estados abaixo mostra o intervalo de taxas por 100 mil habitantes, destacando: Acre 20,2; Alagoas 35,9; Bahia 40,9; Ceará 34,3; Distrito Federal 10,3; Espírito Santo 26; Goiás 18,4; Maranhão 31,1; Mato Grosso 29,1; Minas Gerais 12,8; Pará 27,4; Pernambuco 37,3; Piauí 20,6; Rio de Janeiro 20,4; Rio Grande do Norte 23,5; Rondônia 30,3; Roraima 27,8; Santa Catarina 8,1; Sergipe 23; Tocantins 19,8; além de São Paulo 6,6 e Amazonas 32,2.
Observações importantes
O estudo cita que o número real pode ser maior, já que há mortes violentas por causa indeterminada. Ao estimar homicídios ocultos, a projeção nacional chegaria a 49.673 casos, com 23,4 por 100 mil habitantes, o que reduziria a queda em relação a 2023 para apenas 0,4%.
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