- O chefe da polícia de maior área da Inglaterra, Sir Stephen Watson, afirma que a linguagem de ativismo na polícia contribuiu para a ideia de “policiamento de dois níveis, sem evidência de injustiça contra brancos”.
- Watson diz não acreditar em policiamento de duas velocidades nem em viés contra brancos, mas reconhece que a percepção existe.
- Ele aponta que diretrizes oficiais, de 2025, sobre anti-racismo teriam “exagerado” em alguns pontos, gerando a impressão de tratamento desigual.
- A Polícia Nacional de Chefes (NPCC) está revisando essa diretriz após mortes e controvérsias envolvendo Henry Nowak, que provocaram protestos e acusações de tratamento diferenciado.
- O policial observa que a confiança pública está abalada e que as forças devem enfatizar imparcialidade, evitando linguagem que possa soar like activism.
Sir Stephen Watson, chefe da polícia de Greater Manchester, afirmou que o país adotou uma linguagem de ativismo no policiamento e que diretrizes oficiais foram excessivamente ambivalentes para combater acusações de racismo. Ele nega a existência de um policiamento de duas camadas ou de viés contra brancos.
O chefe reconheceu que a percepção de tratamento desigual persiste, em parte por orientações que orientam a atuação conforme a etnia do suspeito. As diretrizes do National Police Chiefs’ Council, de 2025, estão sendo revisadas após o caso envolvendo Henry Nowak, que gerou protestos e acusações de policiamento seletivo.
Watson destacou que, apesar de não ver duas camadas, é preciso reforçar a imparcialidade policial. Ele argumentou que, em alguns momentos, as orientações oficiais foram overcorrected, alimentando a crença de que há tratamento diferenciado entre pessoas e comunidades.
Ele sugeriu que as forças devem ser menos tímidas ao enfatizar a neutralidade e ressaltou que a linguagem adotada em políticas pode ter contribuído para a percepção de parcialidade. O oficial disse que é essencial não associar o serviço público a causas ativistas.
O murder de Henry Nowak, ocorrido recentemente, intensificou críticas à atuação policial e levou a debates sobre a eficácia das diretrizes anti-racismo. O NPCC revisará o compromisso de 2025 para esclarecer a aplicação prática das políticas de resposta às necessidades das comunidades.
Sarah Jones, ministra da polícia, já havia indicado a necessidade de reconhecer o histórico de racismo na instituição, enquanto defendia que a orientação não é adequada nas formas atuais. Watson, em discurso recente, afirmou que a polícia não deve agir como ativista, reforçando o papel institucional.
Desde a reestruturação da força em 2021, após o registro de irregularidades, Greater Manchester viu queda em crimes como furto e danos, com aumento de prisões. Dados oficiais indicam melhoria relativa em 2025 em comparação com a média nacional.
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