- os EUA designaram o Gulf Clan como organização terrorista estrangeira, a primeira decisão desse tipo sob a gestão de Donald Trump, destacando o grupo como violento, com milhares de membros e cuja principal fonte de renda é o tráfico de cocaína.
- o grupo atua em pelo menos vinte departamentos da Colômbia e domina rotas de contrabando de pessoas e drogas pelo Darién Gap, buscando controlar redes criminosas na fronteira com a Venezuela, mesmo em conflito com rebeldes de esquerda.
- o Gulf Clan já tentou se apresentar como movimento político, mas não há consenso sobre objetivos políticos definidos.
- a medida tende a ampliar tensões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente colombiano, Gustavo Petro, com ataques a barcos na região pacífica e rompimento de negociações entre EUA e governo colombiano.
- o grupo é apontado como principal obstáculo ao plano de paz de Petro; recentemente, o Comando Sul dos EUA anunciou ataques que resultaram na morte de oito pessoas em três embarcações perto da costa pacífica da Colômbia.
O governo dos Estados Unidos designou o Gulf Clan, maior grupo armado criminoso da Colômbia, como organização terrorista estrangeira. A medida, tomada sob a gestão de Joe Biden era substituída no passado por Trump, aponta o poder do grupo, suas fontes de receita e a violência associada. O Gulf Clan opera em pelo menos 20 departamentos colombianos e controla rotas de tráfico de pessoas e drogas pelo Darién.
Conforme a avaliação norte-americana, o grupo é composto por milhares de membros, com base em forças paramilitares de direita ligadas ao tráfico de cocaína. A organização também já enfrentou rebeldes de esquerda na região fronteiriça com a Venezuela, sem ter obtido controle estável das redes criminosas. A designação ocorre em meio a tensões entre EUA e governo de Gustavo Petro.
Repercussões políticas e operações
A decisão indica endurecimento da política externa dos EUA contra organizações criminosas transnacionais. O governo colombiano tem observado com cautela o embate entre Petro e o ex-presidente Trump, que tem criticado ações regionais e ataques a navios no Pacífico.
Na prática, o designation pode ampliar cooperação de inteligência e pressão financeira sobre o Gulf Clan. Nos últimos anos, operações americanas já atingiram grupos na região; autoridades colombianas destacam que o clan busca escoar drogas enquanto ameaça autoridades locais. O Gulf Clan, conhecido como Galf Defesas Gaitanistas, tem sido centro de esforços de paz que enfrentam entraves internos e ações do grupo em diferentes áreas do país.
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