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Atirador de Sydney é acusado de terrorismo

Naveed Akram é indiciado por quinze acusações de homicídio e por ato terrorista; ataque em Bondi, inspirado pelo Estado Islâmico, deixa quinze mortos

Atentado na Austrália. Foto: Mike Ortiz/UGC/AFP
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  • A polícia australiana acusou Sajid Akram, que morreu no ataque, e seu filho Naveed, de 24 anos, por ataque à festa de Hanukkah em Bondi, Sydney, que resultou em quinze mortos e dezenas de feridos.
  • Naveed foi indiciado por quinze acusações de homicídio e por cometer um ato terrorista; evidências apontam para um ataque inspirado pelo Estado Islâmico.
  • A investigação busca confirmar encontros entre pai e filho com extremistas islamistas durante uma visita às Filipinas, em Mindanao, no fim de novembro; o governo filipino negou uso do país para treinamento terrorista.
  • O tiroteio durou quase dez minutos; Sajid Akram foi morto pela polícia e Naveed permanece no hospital sob vigilância policial.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese elogiou heróis locais e reiterou a necessidade de endurecer leis sobre porte de armas, em meio a preocupação da comunidade judaica com o antissemitismo.

Na Austrália, a polícia aponta que um ataque na praia de Bondi, em Sydney, foi um atentado antissemita ocorrido durante a festa de Hanukkah no domingo passado. Sajid Akram morreu no local após confronto com a polícia; seu filho Naveed está preso, sob acusação de homicídio e ato terrorista.

Naveed Akram foi indiciado nesta quarta-feira por 15 acusações de homicídio e por cometer um ato terrorista, de acordo com o departamento de polícia de NSW. A investigação sustenta que pai e filho teriam agido para promover uma causa religiosa e espalhar medo na comunidade.

Indícios preliminares apontam para motivação terrorista inspirada pelo EI, conforme comunicado oficial. A polícia investiga se o grupo teve encontros com extremistas durante visita às Filipinas semanas antes do ataque.

No ataque, os dois teriam atirado com fuzis por quase 10 minutos na praia de Bondi. Sajid Akram foi morto durante o tiroteio; Naveed recebeu tiros, ficou hospitalizado sob vigilância policial e permanece sob custódia.

O funeral de duas das 15 vítimas ocorreu na sinagoga Chabad de Bondi, com despacho fúnebre para o rabino Luto Eli Schlanger, pai de cinco filhos, e depois para o rabino Yaakov Levitan, de 39 anos. Familiares e comunidade participaram.

O primeiro-ministro Anthony Albanese elogiou a coragem de civis que tentaram impedir o ataque, incluindo um casal de idosos que lutou contra um atirador. Governos estaduais reforçam medidas de segurança em cerimônias públicas.

As autoridades estudam se houve falha na atuação para impedir o ataque. Em 2019, Naveed teve linha de atenção da agência de inteligência, mas não foi considerado ameaça iminente. A investigação continua.

O governo australiano afirmou que está revisando leis de armas para evitar incidentes como o tiroteio de Bondi. Tiros em massa são raros na Austrália desde Port Arthur, em 1996, mas o país tem registrado aumento no uso de armas particulares nos últimos anos.

Observadores destacam que o ataque reacende o debate sobre o antissemitismo no país. Familiares e líderes comunitários apontam a necessidade de respostas mais firmes das autoridades para a segurança de comunidades judaicas.

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