- O ministro Dias Toffoli pediu afastamento da relatoria da ação sobre irregularidades no Banco Master e encaminhou o caso ao presidente do STF, Edson Fachin, para sorteio de novo relator.
- A decisão ocorreu após reunião presencial de 10 ministros; os ministros André Mendonça e Luiz Fux acompanharam por videoconferência.
- Uma nota divulgada pelos ministros expressou apoio ao relator, destacando que Toffoli atendeu a pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
- A reunião foi convocada depois de a Polícia Federal ter encontrado uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro; o conteúdo permanece em segredo de justiça.
- No mês anterior, houve críticas à continuidade de Toffoli como relator, após reportagens apontarem irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master, que comprou participação no resort Tayayá, no Paraná, de familiares do ministro.
O ministro Dias Toffoli decidiu, nesta quinta-feira 12, afastar-se da relatoria da ação que investiga irregularidades no Banco Master. O pedido para novo sorteio de relator será encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.
A decisão ocorreu após reunião presencial de 10 ministros, com exceção de André Mendonça e Luiz Fux, que acompanharam por videoconferência. Ao final, todos apoiaram Toffoli, em nota conjunta.
A nota diz que os colegas respeitam a dignidade do relator e a inexistência de suspeição ou impedimento. Também aponta que Toffoli atendeu a todos os pedidos da PF e da PGR.
A reunião começou por volta das 16h15, com intervalo às 19h e retorno às 20h, encerrando às 20h30. O encontro tratou da necessidade de prevenir eventual conflito de interesses.
O pedido de afastamento surge após a Polícia Federal ter encontrado menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo permanece sob segredo de Justiça.
No mês passado, Toffoli foi alvo de críticas por manter-se relator, diante de reportagens sobre irregularidades em um fundo ligado ao Master. O fundo investiu em participação no resort Tayayá, no Paraná, de propriedade de familiares do ministro.
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