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Entidades empresariais apoiam Código de Ética do STF

Entidades empresariais apoiam código de ética do STF, defendendo fortalecedor da integridade institucional, segurança jurídica e atração de investimentos

O ministro Edson Fachin, atual presidente do STF. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Dezessete entidades empresariais publicaram, em 11 de maio, um manifesto no jornal O Estado de S. Paulo apoiando a criação de um código de ética pelo STF.
  • O documento sustenta que a medida disciplinaria para magistrados superioritários reforçaria o valor institucional da Corte e a segurança jurídica, vendo isso como base para o desenvolvimento econômico e social.
  • Segundo o texto, o código pode inspirar regras semelhantes em outros tribunais e alcançar todas as instâncias do Poder Judiciário, com base em parâmetros internacionais de ética judicial, como os Princípios de Bangalore.
  • A proposta destacaria benefícios como redução de decisões subjetivas, combate à desinformação no ambiente digital, limites para conflitos de interesse e maior prestação de contas ao cidadão.
  • O manifesto ressalta que a integridade institucional é fundamental para atrair investimentos e stabilizar o país, e cita divergências internas entre ministros quanto à necessidade e natureza do código.

Dezessete entidades empresariais publicaram nesta quarta-feira (11) um manifesto no jornal O Estado de S Paulo defendendo a criação de um código de ética pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A carta aponta que a iniciativa disciplinaria a conduta de magistrados dos tribunais superiores, reforçando a segurança jurídica e o ambiente de investimentos no país.

Segundo o documento, o código serviria para inspirar regramentos similares nos demais tribunais e alcançar as instâncias do Poder Judiciário. O texto cita parâmetros internacionais de ética judicial, como os Princípios de Bangalore da ONU, para embasar a atuação com moralidade, legalidade, publicidade, impessoalidade e eficiência.

A proposta é apresentada como forma de reduzir espaço para decisões subjetivas, ampliar a transparência e promover defesa de uma prestação de contas proativa. Além disso, o código seria um instrumento para combater desinformação no ambiente digital e estabelecer limites a conflitos de interesse.

Signatárias e contexto

Para o setor empresarial, a integridade institucional é vista como ativo econômico essencial para atrair investimentos e manter a estabilidade. O STF é apontado como exemplo para a observância de padrões éticos em todas as esferas de poder e no setor privado.

Desde o início de sua gestão, o presidente do STF, Edson Fachin, tem defendido a implantação do código com base em experiências de tribunais estrangeiros. Em discurso de abertura do ano judiciário, ele ressaltou a necessidade de ponderação, autocorreção e fortalecimento da integridade institucional.

Ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli divergem em relação ao tema, levantando argumentos sobre limites da carreira da magistratura já estarem previstos em lei. O manifesto conjunto das entidades empresariais se soma a outras iniciativas que pressionam pela adoção do código.

Assinaturas

  • ACSP
  • AASP
  • ABPI
  • AELO
  • AFEAM
  • CEBEU
  • CNI
  • CNSaúde
  • FAEP
  • Feaduaneiros
  • FecomercioSP
  • Fiesp
  • IAB
  • IASP
  • IDVP
  • Secovi-SP
  • SindusCon-SP

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