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Lula sanciona reajuste do STF para 2026 e restringe parcelas futuras

Lula sanciona reajuste de oito por cento para servidores do Poder Judiciário a partir de julho de 2026 e veta parcelas de 2027 e 2028 por risco à Lei de Responsabilidade Fiscal

Presidente Lula e os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. (Foto: Ton Molina/STF)
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  • Lula sancionou reajuste de 8% para servidores do Poder Judiciário a partir de julho de 2026, mantendo apenas a primeira etapa e vetando as parcelas de 2027 e 2028.
  • A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (22).
  • O Congresso aprovou o reajuste de 8% em três parcelas entre 2026 e 2028, conforme proposto pelo STF para recomposição da inflação.
  • O veto argumenta que os aumentos futuros violariam a Lei de Responsabilidade Fiscal ao criarem despesas obrigatórias para além do fim do mandato do presidente.
  • A proposta foi encaminhada pelo STF em setembro; Câmara aprovou no início de novembro e o Senado confirmou em 26 de novembro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste salarial de 8% para os servidores do Poder Judiciário, a partir de julho de 2026. O veto foi às parcelas de 2027 e 2028. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

O Congresso Nacional havia aprovado um texto com reajustes de 8% em três parcelas, de 2026 a 2028. Ao sancionar, o Planalto manteve apenas a primeira etapa e derrubou as parcelas seguintes.

A justificativa do veto aponta que reajustes futuros violariam a Lei de Responsabilidade Fiscal, por criarem despesas obrigatórias após o fim do mandato. O governo citou o artigo 21 da LC 101 para embasar o veto.

Proposta partiu do STF

O STF encaminhou ao Congresso o projeto em setembro, propondo reajuste anual de 8% aos servidores do Judiciário entre 2026 e 2028, para recomposição inflacionária. A Corte alegou perda adquirida de 24,21% até julho de 2025.

A Câmara dos Deputados aprovou a matéria no início de novembro, com 299 votos a favor e 119 contra. O texto foi entregue pelo então presidente do STF, Barroso, ao presidente da Câmara, em 24 de setembro.

No Senado, o projeto passou pela CCJ e foi aprovado pelo Plenário em 26 de novembro. O relator, Omar Aziz, argumentou que a medida não representava aumento real, mas recomposição de perdas salariais.

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