- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou ter atuado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro em reuniões com ministros do STF na quarta-feira, 11, em Brasília.
- Foram quatro encontros entre 12h e 19h com os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes; a justificativa oficial foi tratar do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
- Tarcísio disse que a questão humanitária também esteve presente, defendendo que Bolsonaro não tem saúde para cumprir regime fechado e precisa estar com a família para ter melhor assistência.
- O governador reforçou a necessidade de uma postura institucional mais tolerante com ex-presidentes e disse que há um entendimento de viabilidade jurídica de cumprir pena em casa, citando precedentes como o de Fernando Collor de Mello.
- A transferência de Bolsonaro para a Papudinha ocorreu após articulação envolvendo Michelle Bolsonaro e Tarcísio, com Moraes determinando a mudança; a operação é alvo de controvérsia e envolve outras figuras do governo.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ter atuado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro durante quatro reuniões com ministros do STF em Brasília, na quarta-feira, 11. As conversas ocorreram entre 12h e 19h, com foco no tema Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados) segundo a assessoria de Tarcísio.
Participaram as ministraas e ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A justificativa oficial para os encontros foi discutir o Propag, mas o governador também abordou, de forma humanitária, a possibilidade de o ex-presidente cumprir pena em casa.
Tarcísio disse, em coletiva em Guarulhos, que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde para cumprir regime fechado e que ele precisa estar próximo da família para receber adequada assistência médica. O governador afirmou ainda que há necessidade de uma postura institucional mais aberta com ex-presidentes.
Segundo o governador, há um entendimento em construção sobre a viabilidade jurídica da prisão domiciliar, com precedentes como o caso de Fernando Collor de Mello sendo citados como referência para eventual aplicação a Bolsonaro.
A transferência de Bolsonaro para uma cela na Papudinha, unidade do complexo da Papuda, ocorreu após articulação atribuída a Michelle Bolsonaro e a Tarcísio, sob decisão de Moraes. Tarcísio afirma manter contatos com ministros do STF para defender a medida.
Conforme apuração do Estadão/Broadcast Político, houve conversas com ministros do STF mencionando Moraes, Mendes e Mendonça, versão negada pela Corte. A reportagem aponta ainda participação de Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e da senadora Damares Alves.
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